Unoesc reúne comunidade acadêmica da saúde para debater os rumos da Vigilância Epidemiológica em Santa Catarina
Publicado em 19/02/2026
Por Imprensa São Miguel d'Oeste
A Unoesc São Miguel do Oeste realizou a abertura do semestre letivo dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Terapia Ocupacional com uma atividade acadêmica voltada à integração interdisciplinar e à reflexão sobre os desafios da saúde pública. A palestra inaugural foi ministrada pelo diretor da Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina, Dr. João Augusto Brancher Fuck, que abordou o tema “A Vigilância Epidemiológica no Estado de Santa Catarina”.
A atividade reuniu estudantes e professores dos oito cursos da área da saúde e proporcionou uma análise técnica sobre fundamentos, desafios e perspectivas da Vigilância Epidemiológica como eixo estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS) e instrumento essencial para a tomada de decisão em saúde pública.
Durante a exposição, o palestrante apresentou a Vigilância Epidemiológica como um conjunto organizado de ações sistemáticas voltadas à detecção, ao monitoramento, à análise e à resposta frente a eventos de relevância para a saúde coletiva. Destacou que a área vai além da notificação de doenças, constituindo-se como um campo técnico-operacional fundamentado em métodos epidemiológicos, indicadores sanitários e estratégias de gestão de risco, com impacto direto na organização da rede de atenção e na proteção da população.
Entre os pontos abordados esteve a importância da notificação compulsória como ferramenta de rastreabilidade epidemiológica, permitindo a identificação precoce de surtos, epidemias e alterações no perfil de morbimortalidade. O diretor ressaltou ainda o papel dos fluxos de comunicação entre os serviços de saúde e os sistemas oficiais, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), fundamentais para a análise integrada de dados e definição de estratégias.
Também foram discutidos conceitos como incidência, prevalência, letalidade, risco relativo e taxas de mortalidade, indicadores que subsidiam decisões estratégicas e orientam ações de prevenção e controle. O palestrante enfatizou o papel da Vigilância na condução de investigações epidemiológicas, incluindo rastreamento de contatos, definição de casos e adoção de medidas de bloqueio, além de estratégias como busca ativa, vigilância sentinela e monitoramento baseado em eventos.
Outro eixo destacado foi a integração entre Vigilância Epidemiológica e diagnóstico laboratorial, especialmente em contextos de emergência sanitária. Foram mencionadas práticas como testagem diagnóstica, vigilância genômica e monitoramento de variantes, reforçando a importância de protocolos bem definidos para coleta, processamento e interpretação de resultados.
A estudante ingressante do curso de Farmácia, Giovana Luiza Ruani, avaliou a atividade como esclarecedora.
— A palestra ajudou a entender melhor como funciona o controle de doenças no nosso Estado e a importância desse conhecimento para a nossa formação na área da saúde — afirma Giovana.
Para a coordenadora do curso de Nutrição, professora Lígia Prieto, o momento fortaleceu a integração entre os cursos e aproximou teoria e realidade regional.
— A proposta foi integrar estudantes de diferentes áreas da saúde e promover uma reflexão sobre o papel profissional na promoção e proteção da saúde coletiva, considerando desafios como o monitoramento de doenças transmissíveis, agravos crônicos e situações emergenciais — destaca Lígia.



