Unoesc participa de seminário sobre inovações pedagógicas nos Estados Unidos
A diretora de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, professora Jéssica Romeiro Mota representou a Unoesc no 3º Seminário de Inovação no Ensino Superior, nos Estados Unidos, entre os dias 3 e 7 de novembro. O objetivo foi estudar metodologias de ensino inovadoras que favoreçam o aprendizado. O grupo, formado por 46 dirigentes brasileiros, visitou cinco instituições […]
Publicado em 26/11/2014
Por Unoesc
A diretora de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, professora Jéssica Romeiro Mota representou a Unoesc no 3º Seminário de Inovação no Ensino Superior, nos Estados Unidos, entre os dias 3 e 7 de novembro. O objetivo foi estudar metodologias de ensino inovadoras que favoreçam o aprendizado. O grupo, formado por 46 dirigentes brasileiros, visitou cinco instituições renomadas, Harvard, MIT, Hampshire, Olin e Marist College. De volta ao Brasil, a professora compartilhou essa experiência com dirigentes, professores e funcionários.
— Nesse seminário nós estudamos uma série de temas, todos eles voltados à inovação pedagógica, motivação do aluno e professor, metodologias ativas, a importância da pesquisa e diversos aspectos que universidades de renome adotam na formação dos seus alunos — explica a professora Jéssica Mota.
Entre as preocupações das instituições americanas estão o aprendizado e a motivação do estudante. Para que o aluno fique atento às aulas, foram sugeridas algumas técnicas, como a utilização de muita imagem nos slides, movimentação do professor durante a sua fala, alteração do tom de voz e aplicação de mini testes em todas as aulas para reforçar o conteúdo. Além disso, o professor é responsável pela motivação do aluno, deve ajudá-lo a solucionar seus problemas, a sentir-se competente e a fazer parte do grupo.
Para os americanos, o ensino e a aprendizagem devem ser divertidos. Eles oferecem uma formação acadêmica voltada para o “aprender fazendo” e estimulam o aluno a desenvolver um produto ou processo que seja aplicado no mercado. É indispensável que o acadêmico estabeleça uma relação sólida com a empresa, passe por uma experiência internacional e tenha um segundo idioma fluente.
Uma das diferenças entre o sistema educacional brasileiro e o americano é a flexibilidade da grade curricular. No Brasil existe um currículo a ser cumprido juntamente com diretrizes e regras já estabelecidas, o que impede uma formação diferenciada.
— A universidade Hampshire tem uma formação altamente flexível, 20% da grade curricular é obrigatória e o restante é o aluno que escolhe, ele que determina. E por conta dessa formação tão diferente, é possível criar novos empregos que não se encaixam nas profissões já estabelecidas — destaca Jéssica Mota.
Apesar dessa liberdade de aprendizado, eles garantem que os alunos são organizados, preparados para mudanças e competitivos.
E como trazer para a nossa realidade esses métodos? Não existe uma fórmula, mas é possível seguir uma direção. O primeiro passo é planejar, depois ouvir os diferentes segmentos da universidade, direção, professor, aluno e, por fim, discutir novos modelos de ensino e liderança. Também é fundamental que a pesquisa seja inerente às disciplinas curriculares.
— São muitas questões que diferem da nossa realidade, mas eu penso que nós podemos aprender muito com essas instituições e adaptar o que é possível, porque o nosso objetivo é ser uma instituição de qualidade — comenta a professora.
Além disso, na Unoesc já existem iniciativas que se assemelham aos métodos americanos. Como exemplo, temos a oferta de inglês, o aumento da colaboração entre os cursos, o investimento em pesquisa, o processo de internacionalização, a capacitação docente e a ampliação da relação empresa e universidade.