Unoesc participa de reunião para elaborar ações voltadas à EJA
Da Unoesc também participam as professoras Teresinha Deitos e Lucivani Gazzola. A professora Magali Beatriz Augusto, da Unoesc Campus de Videira, representará as universidades na Agenda Territorial de Desenvolvimento Integrado de Alfabetização de Educação de Jovens e Adultos de Santa Catarina. A escolha aconteceu durante reunião realizada no dia 06 de outubro no auditório Jurídico […]
Publicado em 20/10/2011
Por
Da Unoesc também participam as professoras Teresinha Deitos e Lucivani Gazzola.
A professora Magali Beatriz Augusto, da Unoesc Campus de Videira, representará as universidades na Agenda Territorial de Desenvolvimento Integrado de Alfabetização de Educação de Jovens e Adultos de Santa Catarina.
A escolha aconteceu durante reunião realizada no dia 06 de outubro no auditório Jurídico da Unoesc em Joaçaba. Estiveram presentes secretários municipais de educação, professores, diretores dos CEJAs, gerentes de educação e outros profissionais da área de abrangência das SDRs de Videira, Concórdia, Campos Novos, Caçador e Joaçaba.
No encontro foram discutidas várias ações e estratégias para elaboração de diagnóstico global da oferta e continuidade da EJA no estado, visto que atualmente o índice de pessoas que não sabem ler nem escrever, ainda é relativamente grande, e ao final da reunião, os membros do grupo elaboraram carta de compromisso.
Conforme o censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos sete municípios de abrangência da SDR Videira, existem cerca de quatro mil pessoas que não sabem ler nem escrever. Somente no município de Videira, são 1.309 analfabetos, enquanto em Fraiburgo, esse número sobe para 1.600 pessoas.
Para a professora Magali Beatriz Augusto, que possui ampla experiência na educação de Jovens e Adultos, coordenando vários programas da Unoesc, esses números são preocupantes e a educação de jovens e adultos já se mostrou muito eficaz para reduzir esses índices.
Além do analfabetismo, outro dado que chama a atenção e exige a tomada de decisões e políticas mais focadas no assunto, é a descontinuidade do ensino fundamental para o ensino médio. “Muitos concluem uma etapa e não ingressam na outra. Isso tem sido histórico e depois de um certo tempo essas pessoas enfrentam problemas pela falta de estudo e retornam na Educação de Jovens e Adultos”, enfatiza, Magali.
Ela conta que a própria Unoesc possui longa trajetória na EJA e nas últimas três décadas, tem sido desenvolvidos inúmeros projetos de alfabetização local regional, estadual e nacional, e o resultado tem sido surpreendente.