Unoesc desenvolve pesquisa pioneira em SC na área da Genética
Uma equipe de seis pessoas, entre professores e acadêmicos, foi formada para dar continuidade à pesquisa: ‘Sexagem fetal e diagnóstico do fator RH fetal (que determina se o sangue é positivo ou negativo)’, iniciada no ano passado, na Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste. O estudo, que é pioneiro em Santa Catarina, está […]
Publicado em 17/06/2010
Por
Uma equipe de seis pessoas, entre professores e acadêmicos, foi formada para dar continuidade à pesquisa: ‘Sexagem fetal e diagnóstico do fator RH fetal (que determina se o sangue é positivo ou negativo)’, iniciada no ano passado, na Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste. O estudo, que é pioneiro em Santa Catarina, está sob orientação do doutor em Genética Médica, professor Alexis Trött, e tem como colaboradora a mestre em Microbiologia Agrícola e do Ambiente, professora Eliandra Rossi. Os estagiários, bolsistas do Artigo 170 são: Tailiani Stoffel, Janaína Back, do Curso de Ciências Biológicas e Bruna Torres, do Curso de Biomedicina. Além das bolsistas, a pesquisa contará com a contribuição da acadêmica Ana Kelin Weber, de Ciências Biológicas, que levantará alguns dados para a futura produção do seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
O objetivo do estudo, que será finalizado no início do ano que vem, é identificar o sexo do bebê e prevenir o aparecimento da doença Eristoblastose Fetal (incompatibilidade do fator RH, que determina se o sangue é positivo ou negativo). Essa é uma doença que pode evoluir para a morte do feto antes ou após a gestação.
Fidelidade
Conforme o coordenador da pesquisa, os exames são rápidos, precoces e a fidelidade do resultado é maior que o da ultrassom. “É importante também avaliar que o resultado ultrapassa a curiosidade, pois gera uma segurança no pré-natal, podendo prevenir doenças como a Eristoblastose Fetal. Sabendo com antecedência, o médico poderá ter um maior cuidado e saber os procedimentos corretos para o tratamento”, avalia Trött.
Para a acadêmica Tailiani Stoffel, a importância da pesquisa está na possibilidade de poder aprender sempre mais. “Justamente porque gosto dessa área laboratorial. Também vou perceber se é isso que quero para a minha vida profissional”, diz.
Para participar do estudo a gestante deve estar no mínimo na sétima semana de gravidez. Trött afirma que são duas pesquisas conjuntas as quais, além de proporcionar uma oportunidade para os acadêmicos aprofundarem o conhecimento, acabam promovendo a área da Genética Médica na região. “Por enquanto, os experimentos obtiveram 100% de eficácia. Durante a pesquisa, os testes são gratuitos. Futuramente, o objetivo é implantar os dois procedimentos como uma prática laboratorial diária oferecida para a comunidade em geral”, comenta.
Participação
Na semana passada, a dona de casa Rosana Fátima Bueno fez a coleta de sangue para participar da pesquisa. “Vim mais por causa da curiosidade, estou muito ansiosa, prefiro que desta vez seja um menino, mas também acho legal estar contribuindo com a pesquisa. É bom para mim e também para a Universidade”, afirma. Esta é a segunda gravidez de Rosana, que já tem uma menina de 12 anos. Até o momento, 32 mulheres participaram do estudo. A meta, até no início de 2011, é que sejam atendidas mais de 200 gestantes.
“O procedimento, que inclui a coleta de sangue, dos dados pessoais, a extração e o resultado são realizados em até dois dias. Mas, como forma de segurança, o diagnóstico é repassado em até uma semana para as gestantes”, inclui o coordenador do estudo.
A acadêmica Bruna Torres, do 3° período de Biomedicina, admite que sente dificuldade quando o conteúdo só é trabalhado na teoria. “Eu tinha dificuldade em aprender esse conteúdo na teoria e, agora, tudo parece mais simples e fácil. Pesquisas como esta nos preparam para enfrentarmos o que nos espera lá fora”, considera.
Janaína Back, do 3° período de Ciências Biológicas, acredita que, além do fato de estar desenvolvendo uma pesquisa na área, poder se deparar com as mais diversas situações e trabalhar em equipe prepara os acadêmicos para o mercado de trabalho.
As coletas são realizadas nas terças e quintas-feiras, durante à tarde, no Laboratório de Biologia Molecular, da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste, com agendamento pelo telefone (49) 3631 1075.