Unoesc Chapecó e CAPP levam oficina de robótica a alunos do ensino médio
Tornar as aulas de Física mais atrativas, identificar jovens com aptidão para robótica e despertar o interesse para a área de tecnologia são alguns dos resultados esperados com a parceria firmada entre a Unoesc Chapecó e o Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick (CAPP) que tem levado oficinas de robótica a estudantes do ensino médio. […]
Publicado em 30/10/2014
Por Unoesc
Tornar as aulas de Física mais atrativas, identificar jovens com aptidão para robótica e despertar o interesse para a área de tecnologia são alguns dos resultados esperados com a parceria firmada entre a Unoesc Chapecó e o Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick (CAPP) que tem levado oficinas de robótica a estudantes do ensino médio.
O projeto “Práticas Pedagógicas no ensino utilizando Robótica” iniciou as atividades no mês de setembro, na Escola Estadual Druziana Sartori. Cerca de 20 alunos do 1º ano, participam, no contraturno do horário escolar, de seis encontros nos quais são abordados conteúdos ligados à resolução de problemas utilizando algoritmos e a construção e programação de robôs (Legos). Além disso, a turma desenvolverá um projeto para a Mostra de Ciências da Escola.
A professora Mirlei Nichelle, responsável pela turma, explica que, com o auxílio dos robôs e da metodologia da oficina, é possível ilustrar conceitos de física como mecânica, atrito, movimento, aceleração, entre outros.
— Torna a aula mais interessante e, com dois encontros, já foi possível perceber o interesse dos alunos que participam e voltam para a sala de aula compartilhando o que aprenderam na oficina, despertando, inclusive nos demais, o interesse em conhecer a robótica, comenta.
Os estudantes contam com o acompanhamento do coordenador dos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia de Computação da Unoesc Chapecó, professor Tiago Zonta, do estagiário do projeto, Felipe Kwiecinski da Silva e da instrutora da oficina de Robótica do CAPP, Denise de Sordi.
A oficina também acontece no próprio CAPP. Um dos participantes é o pequeno Christian Garlet, de oito anos. Com habilidades acima da média para sua idade, Christian é fascinado por programação e jogos. Segundo a mãe, Sandra Garlet, ele é um exemplo de aluno que poderia ter sido classificado como hiperativo na escola, não fosse a preocupação da família em buscar entender as habilidades do filho. Aos seis anos, ele foi diagnosticado com “ansiedade de conhecimento”. Hoje, na oficina de robótica do CAPP, Christian demonstra condições de realizar atividades complexas inclusive para adultos.
A coordenadora do serviço do CAPP, Claudia Hoffelder, destaca que o projeto nas escolas pretende identificar talentos e aptidões entre os jovens e canalizá-los para um aproveitamento maior. Os alunos que se destacarem serão convidados a participar de projetos na Garagem Tecnológica da Unoesc, a fim de estimular ainda mais as habilidades para a Robótica.
Zonta lembra que a intenção de realizar a oficina é antiga, porém ganhou força a partir da participação dos cursos da Unoesc em feiras, exposições e eventos – ação planejada para esclarecer ao público sobre a área de tecnologia e sobre a atuação dos profissionais.
— Conhecemos o pessoal do CAPP e percebemos o potencial que pode ser estimulado entre os jovens para a tecnologia, inclusive com crianças menores que, muitas vezes, são consideradas hiperativas e na verdade o que elas têm são altas habilidades ou superdotação, comenta.
O professor também salienta que outras escolas serão atendidas pelo projeto em breve.
— Têm escolas na fila de espera para receber a oficina e, na medida do possível, faremos o atendimento a todas que nos procurarem, disse.