Univida fortalece o envelhecimento ativo para a terceira idade na Universidade
Publicado em 25/05/2026
Por Imprensa Unoesc
Promover qualidade de vida, inclusão social e oportunidades de aprendizagem contínua para a população idosa tem sido o propósito do projeto Univida, desenvolvido pela Unoesc em todos os seus campi. A iniciativa consolidou-se como uma importante ação extensionista da Instituição ao aproximar Universidade e comunidade por meio de atividades voltadas ao envelhecimento ativo e à valorização da pessoa idosa.
Presente em Joaçaba, Campos Novos, Capinzal, Chapecó, Xanxerê, Videira, São Miguel do Oeste, São José do Cedro, Pinhalzinho e Maravilha, o projeto reúne participantes da comunidade acadêmica, egressos e comunidade externa em encontros que estimularam convivência, autonomia, saúde e fortalecimento de vínculos sociais.
Ao longo das atividades, os participantes têm acesso a oficinas sobre cuidados com a pele, terapia ocupacional, musicoterapia, jogos de memória, estimulação cognitiva, dinâmicas interativas e práticas voltadas ao corpo e à qualidade de vida. Também foram promovidas palestras sobre saúde, direitos da pessoa idosa, tecnologia, inteligência artificial (IA) e inclusão, além de viagens culturais, apresentações artísticas e momentos de integração social. As ações desenvolvidas pelo Univida dialogam diretamente com os programas de extensão “Mais Cuidado” e “Mais Saberes” da Unoesc. Enquanto o “Mais Cuidado” reúne iniciativas voltadas à promoção da saúde física, mental e social da população, o “Mais Saberes” valoriza a educação, a cultura e o desenvolvimento humano como instrumentos de inclusão e transformação social. Dessa forma, o Univida integra práticas de cuidado, convivência, aprendizagem e participação ativa da pessoa idosa na comunidade.
De acordo com o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação, Extensão e Inovação da Unoesc, Kurt Schneider, o Univida representa o compromisso da Universidade com a construção de uma sociedade mais acolhedora e inclusiva.
— O projeto fortalece a autonomia, a autoestima e o protagonismo da pessoa idosa, ao mesmo tempo em que aproxima a Universidade das necessidades da comunidade. Além disso, promove vivências importantes para a formação humana e cidadã dos estudantes envolvidos — destacou.
As ações foram construídas a partir do diálogo com a comunidade e buscaram atender às demandas relacionadas ao envelhecimento populacional e à participação ativa da terceira idade na sociedade. O projeto também proporciona experiências interdisciplinares aos estudantes envolvidos, aproximando ensino, extensão e responsabilidade social. Nos últimos sete anos, mais de 6,9 mil pessoas idosas foram impactadas pelo projeto, inclusive no período da pandemia, de forma institucional.
— O Univida cria espaços de convivência, troca de experiências e desenvolvimento pessoal, mostrando que o aprendizado, a participação social e o cuidado com a saúde devem estar presentes em todas as fases da vida — afirmou.
Saiba mais
As primeiras iniciativas relacionadas ao projeto surgiram entre 2001 e 2003, na Unoesc Joaçaba, a partir das atividades conduzidas pela professora Cláudia Grasel na disciplina de “Gerontologia” do curso de Fisioterapia. Na época, estudantes e professores dos cursos de Fisioterapia, Educação Física e Psicologia participaram de grupos de estudo sobre envelhecimento humano, em uma proposta interdisciplinar e extensionista voltada à realização de palestras, encontros e eventos para pessoas idosas de Joaçaba e região.
Em 2010, as atividades passaram por um período de suspensão e foram retomadas em 2013 com uma nova configuração pedagógica e institucional. A reformulação incluiu a criação de um curso destinado a pessoas com 55 anos ou mais, com duração de três semestres. Posteriormente, também passaram a ser ofertadas a Pós-Uniti, além de cursos complementares de idiomas e canto, ampliando o caráter educativo, cultural e social da iniciativa.
Paralelamente, outros campi da Unoesc estruturaram ações extensionistas voltadas à população idosa. Em 2009, Xanxerê implantou atividades de musculação para a terceira idade. Já em 2011, Chapecó criou a Universidade da Melhor Idade de Chapecó (UMIC), em parceria com a prefeitura municipal. Em 2018, foi instituída a Universidade da Melhor Idade de Xanxerê (UMIX), fortalecendo o movimento institucional de valorização da educação, convivência e inclusão social da pessoa idosa.
Ao longo da expansão das ações, alguns campi utilizavam a nomenclatura Universidade da Terceira Idade (Uniti). Em 2024, com os objetivos de fortalecer a identidade institucional e integrar os campi, todas as iniciativas passaram a adotar de forma unificada a denominação Univida Unoesc. A unificação do nome conferiu maior coesão institucional ao projeto da Universidade da Melhor Idade da Unoesc, reafirmando o compromisso da Instituição com a promoção do envelhecimento saudável, da aprendizagem ao longo da vida, da inclusão social e da participação ativa da pessoa idosa na comunidade.









