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Graduação Chapecó

Uma brasileira entre os libaneses

Acadêmica de Comércio Exterior, Amanda trabalha na inspeção islâmica de Chapecó. Para ela, esta é uma experiência muito rica que levará por toda a vida Texto e fotos / Fabiane De Carli Tedesco/Jornal Sul Brasil de Chapecó   No nono andar do Centro Profissional Chapecó (CPC) encontramos uma chapecoense encantada com o que faz. Amanda […]


Acadêmica de Comércio Exterior, Amanda trabalha na inspeção islâmica de Chapecó. Para ela, esta é uma experiência muito rica que levará por toda a vida

Texto e fotos / Fabiane De Carli Tedesco/Jornal Sul Brasil de Chapecó


 

No nono andar do Centro Profissional Chapecó (CPC) encontramos uma chapecoense encantada com o que faz. Amanda Giaretton, 20 anos, acadêmica do curso de Comércio Exterior da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Unidade de Chapecó, completará, em abril, um ano na Islamic Inspection Halal, da certificadora Islamic Inspection Service – Siil Halal.

Ela é a única brasileira entre os árabes que compõem a equipe da empresa em Chapecó, que está há oito anos na cidade e há 20 no Brasil, tendo mais duas unidades em São Paulo. A inspeção islâmica atende os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e certifica produtos destinados ao mercado islâmico.

Produtos que precisam passar pelo crivo da religiosidade, já que os muçulmanos – que somam 25% da população mundial -, consomem apenas alimentos Halal (produto lícito para consumo), seguindo os preceitos do Alcorão, o livro sagrado do Islam. É o que explica o diretor executivo da Islamic Inspection Halal, Chaiboun Ibrahim Darwiche.

– Antes de matar o frango, o funcionário precisa pedir permissão a Deus. A pessoa precisa ter muito juízo e paciência para realizar a tarefa – comenta.

Para ele, embora haja um abismo de diferenças entre as culturas do Brasil e do Líbano – país de sua origem -, os chapecoenses respeitam muito outras culturas.

Dalali Darwitche também trabalha na inspeção islâmica, como gerente. Natural do Líbano, ela chegou ao Brasil com um ano e meio. Ela conta que no seu país o uso da burca depende da escolha da mulher. Dalali revela que aqui em Chapecó há uma mesquita – lugar de culto para os seguidores do Islam.

– Nas sextas-feiras, a partir das 13h30, nos reunimos na mesquita. As pessoas sentam no chão e lêem o Alcorão – explica.

Amanda é recepcionista/secretária e diz que libaneses e brasileiros são tão diferentes como a água e o vinho.

– É gratificante para mim trabalhar aqui porque sempre gostei de conhecer outras culturas. É no dia a dia que agrego conhecimento – observa.

Uma das grandes diferenças está no jeito dos libaneses, sempre muito corretos.

– Eles servem de exemplo para nós, acostumados ao ‘jeitinho brasileiro’. Levam tudo muito a sério e são muito apegados à religião. Para mim, são um exemplo de organização e fazem parte de uma experiência que vou levar para toda a vida – afirma

No início, sentiu certa dificuldade com os nomes diferentes, mas logo pegou o jeito. Em respeito à cultura, Amanda costuma cobrir os joelhos e os ombros, usando saias e blusas menos ousadas do que aquelas que as brasileiras costumam usar. Ela pretende conhecer o Líbano e já fez até uma noite árabe em outubro do ano passado. Com danças e comidas típicas, decorou o ambiente que recebeu a visita de 130 pessoas.

 

 

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