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Graduação Chapecó

Simpósio encerra com discussões sobre nova lei societária

CHAPECÓ – O 1º Simpósio de Administração, Comércio Exterior e Contabilidade, promovido pela Unoesc Chapecó, encerrou na última semana, com discussões sobre as mudanças da lei societária e o impacto na gestão das empresas. A iniciativa dos cursos de Administração, Comércio Exterior e Ciências Contábeis da universidade reuniu estudantes, empresários e profissionais. O tema central […]


CHAPECÓ – O 1º Simpósio de Administração, Comércio Exterior e Contabilidade, promovido pela Unoesc Chapecó, encerrou na última semana, com discussões sobre as mudanças da lei societária e o impacto na gestão das empresas. A iniciativa dos cursos de Administração, Comércio Exterior e Ciências Contábeis da universidade reuniu estudantes, empresários e profissionais. O tema central foi gestão administrativa e contábil: indissociáveis ao desenvolvimento.

Para palestrar na última noite do evento foi convidado o consultor Cristiano José Ribeiro dos Santos. Logo após, a coordenadora do curso de Ciências Contábeis, professora Graziele Ninbla Scussiato Trentin, coordenou a mesa de debate que recebeu o delegado macrorregional do oeste do Conselho Regional de Administração (CRA), Paulo Jordani, o vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRCSC), Adilson Pagani Ramos, Arcides de Davi da Contaoeste e Valdenir Menegat da Contassesc.

O consultor Cristiano José Ribeiro dos Santos expôs sobre a nova lei societária (Lei 11.638) que estabelece o padrão internacional de contabilidade (IFRS), adotado em 140 países. Criada em 2007, a legislação sofreu resistência e mais recentemente passou a ser integrada pela maioria das pequenas e médias empresas, responsáveis por 68% das vagas geradas no mercado de trabalho.

A lei trouxe algumas vantagens para o empresário, como o acesso facilitado ao capital, a redução dos custos de captação e a melhoria da qualidade das demonstrações financeiras. Além disso, pode ser uma oportunidade para “organizar a casa”, na avaliação do palestrante.

As dificuldades práticas são os motivos que impedem à adesão ao IFRS. “Às vezes, há falta de entendimento da importância desse processo por parte do empresário. A indisponibilidade de profissionais preparados no mercado ou sistemas de informática não adaptados também são entraves. Mas o empresário precisa entender que as demonstrações contábeis bem preparadas podem servir de base para uma empresa com excelente gestão e crescimento”, observou.

Aos acadêmicos, Santos destacou que, entre os mais de 450 mil profissionais de contabilidade no Brasil, para ser um diferencial é preciso acrescentar algo à empresa e fazer balanços que não sirvam somente para fins de fiscalização. “A partir do momento em que o contador fizer o seu trabalho somente por medo da fiscalização terá que repensar o seu conceito de profissional, pois algo não está certo”, finalizou.

A professora Graziele Ninbla Scussiato Trentin enfatizou a necessidade dos alunos conhecerem as novas leis e buscarem trocas de experiência como essa, proporcionada pelo debate. “Os nossos acadêmicos terão o compromisso de sair da universidade seguindo as novas regras e incentivando a adesão das empresas aos padrões internacionais”.

MARCOS A. BEDIN
Registro de jornalista profissional MTE SC-00085-JP
Matrícula SJPSC 0172
MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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