Roda de Conversa discute a abordagem EMDR como prática emergente em Psicoterapia
A cada dia cresce o conhecimento e o interesse pela Terapia em EMDR que, resumidamente, diz respeito a dessensibilização e reprocessamento por meio de movimentos oculares e foi para que profissionais e estudantes do Curso de Psicologia da Unoesc de Joaçaba, tivessem acesso direto a esse conhecimento que no dia 12 de maio foi realizada uma “Roda […]
Publicado em 15/05/2020
Por Unoesc
A cada dia cresce o conhecimento e o interesse pela Terapia em EMDR que, resumidamente, diz respeito a dessensibilização e reprocessamento por meio de movimentos oculares e foi para que profissionais e estudantes do Curso de Psicologia da Unoesc de Joaçaba, tivessem acesso direto a esse conhecimento que no dia 12 de maio foi realizada uma “Roda de Conversa” com as psicólogas, que atuam com essa abordagem, Isabela Mitterer Berkembrock, Anailla Zamboni de Oliveira, Flavia Darold, Tatiane Lasta.
A abordagem EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), criada nos EUA no final dos anos 1980, trabalha com as memórias traumáticas que ficam bloqueadas no cérebro, focando nos seus elementos – imagens, crenças, emoções e sensações, conteúdo esse que pode ficar dissociado, mas emitindo sinais de alerta inconscientes e que podem se traduzir em sintomas físicos e emocionais. Seus resultados, são segundo as profissionais que participaram da roda de conversa, mais rápidos que os das terapias tradicionais.
— É um processo baseado em processamento cerebral, não na fala. Por meio de estímulos cerebrais bilaterais, dos movimentos dos olhos, auditivos e ou táteis a EMDR faz com que a carga negativa e o sofrimento que acompanha a memória diminuam, desbloqueando o sistema nervoso e permitindo um reprocessamento do evento e respostas mais adaptativas no presente e no futuro. É como se esse “nó”; do trauma fosse desfeito, organizando esse conteúdo no cérebro, para acomodá-lo melhor, ressignificando-o — explica Isabela.
Além disso, conforme a coordenadora do curso de psicologia professora Scheila Beatriz Senhem essa é uma prática emergente na Psicologia e por isso a importância de trabalhar com os acadêmicos.
— É uma abordagem científica, focada e com resultados eficazes, aprovada pela Organização Mundial de Saúde, e pelo Conselho Federal de Psicologia, na indicação de tratamento de traumas, fobias, ansiedade, depressão, TEPT e outros. Vários estudos neurocientíficos têm comprovado sua efetividade e hoje é reconhecida por vários órgãos internacionais, como a OMS, a Sociedade Internacional de Estudos em Estresse Pós-Traumático e a Associação Psiquiátrica American — comentou.
A roda de conversa estava no planejamento do curso para acontecer presencialmente, porém em função da Pandemia foi adaptada para a realização remota via webconferência.