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Graduação Campos Novos

Reunião Técnica reúne pesquisadores, estudantes, técnicos e produtores rurais dos três estados do Su

Mais de 200 pesquisadores, estudantes e professores de áreas ligadas à Agronomia, produtores rurais, técnicos e representantes de empresas agrícolas dos três estados do Sul do Brasil se concentraram em Campos Novos, no Meio-Oeste Catarinense, nesta quinta e sexta-feira para discutir uma série de assuntos relativos às culturas de milho e de feijão. Eles participaram […]


Mais de 200 pesquisadores, estudantes e professores de áreas ligadas à Agronomia, produtores rurais, técnicos e representantes de empresas agrícolas dos três estados do Sul do Brasil se concentraram em Campos Novos, no Meio-Oeste Catarinense, nesta quinta e sexta-feira para discutir uma série de assuntos relativos às culturas de milho e de feijão. Eles participaram da IX Reunião Técnica Catarinense de Milho e Feijão, promovida a cada dois anos, desde 1998, com objetivo de difundir resultados obtidos em estudos realizados por instituições de pesquisa, ensino e extensão.

A programação de quinta-feira foi direcionada à produção de feijão. Abordou questões como qualidade de sementes, manejo de doenças, fixação biológica de nitrogênio e cultivares de feijão mais apropriadas para a região sul. Entre os palestrantes, nomes reconhecidos na área, como a Dra. Vânia Moda Cirino, pesquisadora e melhorista do Instituto Agronômico do Parará (Iapar), que é uma referência nacional no estudo e desenvolvimento de cultivares de feijão e foi presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) por oito anos. Os outros palestrantes do dia foram os doutores Valdir Lourenço Junior, também do Iapar, Cileide Maria Medeiros Coelho, da Udesc, e Fábio Martins Mercante, da Embrapa Agropecuária Oeste, do Mato Grosso do Sul. A quinta-feira também teve uma palestra com Marcelo Santos do Canto, gerente de mercado do Banco do Brasil, que falou sobre crédito rural e redução de riscos.

Nesta sexta-feira, a programação de palestras foi voltada à cultura do milho. Também abordou a produtividade da lavoura desse grão, que não chega à metade dos índices que poderia atingir no País. O assunto foi tema de duas palestras: uma com o Dr. Luiz Sangoi, da Udesc, que falou sobre a fisiologia do crescimento do milho e sobre como o manejo pode interferir na produtividade; outra com o Dr. Valmor Antônio Konflanz, professor da própria Unoesc, que falou do manejo não só do milho como do feijão, mas voltando sua exposição a questões relacionadas à gestão dos empreendimentos agrícolas. Os outros dois assuntos abordados nesta sexta-feira diziam respeito ao manejo de pragas na cultura do milho e de qualidade de silagem desse grão. Foram ministradas pelos doutores Dirceu Gassen, da Cooplantio, e João Ricardo Alves Pereira, da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Nos dois dias, ao final da programação de palestras, ocorreram apresentações de trabalhos científicos desenvolvidos por estudantes e pesquisadores de várias regiões de Santa Catarina e também do Paraná e do Rio Grande do Sul. O número de trabalhos apresentados, 85, foi recorde em comparação às edições anteriores do evento. Desse número, 36 eram voltados à cultura do feijão e 49 voltados à produção do milho.

A 9ª edição da Reunião Técnica foi promovida pela Unoesc e pelo Centro Acadêmico de Agronomia de Campos Novos, com a parceria da Udesc, da Epagri, do CNPq, da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campos Novos e a prefeitura municipal. Teve, ainda, o patrício do Governo do Estado, do Banco do Brasil, do Sicoob, do CREA SC e de outras 19 empresas e cooperativas do setor agrícola.

Conhecimento e interação

De acordo com a engenheira agrônoma Me. Tamara Pereira, professora da Unoesc e responsável pela organização do evento, as culturas do milho e do feijão têm grande importância socioeconômica em Santa Catarina. Enquanto a cultura do milho predomina e abastece as regiões Meio Oeste e Oeste do Estado, que concentram o maior número de criatórios de suínos e aves, a maior produção de feijão ocorre nos planaltos Serrano e Norte, abastecendo o mercado estadual e comercializando cerca de 50% da produção para outros estados.

Ainda segundo a professora, a aproximação entre os geradores do conhecimento voltados às duas culturas, a academia, os estudantes, a assistência técnica e o setor produtivo – proporcionada por eventos com a Técnica Catarinense de Milho e Feijão – é importante para a discussão de soluções que contribuam para a elevação da produtividade e para a melhoria da renda das famílias rurais.

– Ajuda o acadêmico a obter conhecimento e o técnico a transmitir a informação, o que se reflete no aumento da produtividade das duas culturas e na qualidade de vida do produtor rural, o que é uma consequência do aumento de renda – diz a professora.

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