Psicologia promove live sobre enfrentamento das violências intrafamiliares
Os cursos de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste e Pinhalzinho promoveram, sábado (4), a live “Enfrentamento das Violências Intrafamiliares contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos”. A palestra também contou com a participação da delegada da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), Lisiane Junges e da psicóloga Josiane Romancini, que […]
Publicado em 09/07/2020
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Os cursos de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste e Pinhalzinho promoveram, sábado (4), a live “Enfrentamento das Violências Intrafamiliares contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos”. A palestra também contou com a participação da delegada da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), Lisiane Junges e da psicóloga Josiane Romancini, que promoveu as primeiras ações do Programa Basta, por meio da Clínica de Psicologia da Unoesc.
Segundo o professor Anderson Schuck, a atividade teve o objetivo de apresentar os marcos legais e os contextos da violência intrafamiliar no Extremo-oeste catarinense, de modo a visibilizar e a desnaturalizar violências que se apresentam na convivência social e familiar.
— Temos que intensificar a construção de legislações, políticas públicas e diálogos nos espaços sociais, que possam ampliar a garantia de direitos às famílias, mas também reafirmar que o Estado deve intervir nas violências intrafamiliares, de modo a garantir proteção e cuidado para seus integrantes — destaca o professor.
Durante a palestra, foram abordadas questões, tais como: escuta especializada e o depoimento especial como estratégias de cuidado e não revitimização de crianças e adolescentes submetidos à situação de violência e exploração infanto-juvenil; estratégias de enfrentamento da violência doméstica contra a mulher e o trabalho com os homens para o rompimento dos ciclos de violência; os dados durante o período da pandemia e o desafio do reconhecimento e enfrentamento da violência contra o idoso.
O acadêmico Willian Gemelli destaca a importância de abordar o tema durante a graduação.
— A Psicologia tem um papel importante neste cenário, podendo intervir de muitas formas. Muitas vezes, é o psicólogo quem acolhe e escuta a denúncia da vítima no consultório. Além disso, o profissional pode atuar com os agressores para evitar novas agressões, um bom exemplo é o Programa Basta. O psicólogo pode ainda atuar para modificar a realidade histórica e cultural e no desenvolvimento e planejamento de legislações para o enfrentamento e o combate da violência — conclui o acadêmico.