Professores utilizam novas metodologias para ministrar aulas em Chapecó
As mudanças não precisam ser radicais e de alto investimento para serem consideradas inovações. Prova disso é a ação desenvolvida neste semestre pelos professores Jean Carlos Hennrichs e Ana Márcia Debiasi Duarte. Eles propuseram um novo formato para trabalhar as suas disciplinas nos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia da Computação. — Nos inspiramos […]
Publicado em 11/04/2016
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As mudanças não precisam ser radicais e de alto investimento para serem consideradas inovações. Prova disso é a ação desenvolvida neste semestre pelos professores Jean Carlos Hennrichs e Ana Márcia Debiasi Duarte. Eles propuseram um novo formato para trabalhar as suas disciplinas nos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia da Computação.
— Nos inspiramos nas metodologias ativas e também nos movimentos ágeis para reorganizar nossas salas de aulas. Abandonamos o formato de filas e possibilitamos aos alunos trabalharem em equipes em todas as aulas — afirma a professora Ana Márcia.
As salas organizadas em formato de ilhas permitem que o professor acompanhe as atividades de forma mais interativa. Além disso, os alunos desenvolvem as habilidades de comunicação, trabalho em equipe e troca de experiências durante o período das aulas.
A metodologia Peer Instruction, criada em Harvard pelo professor Erick Mazur, usa, além do estudo em grupos, tecnologias de apoio como o Clicker. Os alunos interagem dando feedback sobre o assunto abordado em sala. A partir da leitura do gráfico das respostas o professor define o rumo da discussão, corrigindo ou enfatizando tópicos.
O professor Jean avaliou a experiência, além de inovadora, como valiosa para melhorar a interação em sala de aula.
— Atualmente temos um aluno de Sistemas de Informação desenvolvendo um sistema mobile no seu TCC, nos padrões do Clicker, para que a Unoesc utilize este aplicativo na aprendizagem ativa proposta — disse.
O acadêmico Diego Busatto Matana, que está cursando sua 2ª graduação, afirma que o modelo melhora a interação com os professores e facilita a realização de trabalhos em grupo. Diego pontua ainda que sentiu melhora no seu rendimento e aprovou o novo processo em sala de aula.
Para o coordenador dos referidos cursos, professor Tiago Zonta, a experiência deu certo e está aprovado o modelo.
— Agora vamos equipar as salas com mais quadros espalhados pelas paredes e outros equipamentos e tecnologias para auxiliar a dinâmica das aulas — finalizou.
*Com informações Gilmar Paloschi