Os desafios do mercado de trabalho para pessoas com deficiência
CHAPECÓ – Mais de 200 pessoas participaram do “1º Seminário da região oeste catarinense sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”. O evento foi realizado na última quinta-feira (1), no auditório da Unoesc Chapecó, organizado pela Universidade, Ministério Público do Trabalho, através da Procuradoria do Trabalho de Chapecó (12ª Região), Ministério do […]
Publicado em 02/12/2011
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CHAPECÓ – Mais de 200 pessoas participaram do “1º Seminário da região oeste catarinense sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”. O evento foi realizado na última quinta-feira (1), no auditório da Unoesc Chapecó, organizado pela Universidade, Ministério Público do Trabalho, através da Procuradoria do Trabalho de Chapecó (12ª Região), Ministério do Trabalho e Emprego e Prefeitura de Chapecó, por meio da Fundação de Ação Social de Chapecó (FASC).
O evento contou com a presença do reitor da Unoesc Chapecó, professor doutor Aristides Cimadon, diretor da Unoesc Chapecó, professor Eliandro Gustavo Bortoluzzi, presidente da FASC, Belenite Frozza, primeira-dama de Chapecó e presidente de honra da FASC, Neyla Caramori, o procurador do Trabalho Marcelo Ferlin D’Ambroso, além de autoridades, empresários e profissionais.
A palestra “O direito constitucional das pessoas com deficiência”, ministrada pelo juiz do Trabalho de Chapecó e professor da Unoesc, doutor Rodrigo Goldshimidt, abriu os debates. Em seguida, a auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego de Florianópolis, Inge Ranck, apresentou as diretrizes e entendimentos da Auditoria Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego.
O assessor jurídico do Sebrae/SC, Hélio Gaidzinski Pereira Júnior, expôs sobre o cenário regional dos trabalhos das PCDs nas empresas. A atividade foi encerrada com o painel “Apresentação de proposta de pesquisa de empregabilidade para PCDs”, conduzido pelo professor da Unoesc, doutor Rogis Juarez Bernardy.
O professor da Unoesc, Rogis Bernardy, explicou que a instituição, em parceria com o Ministério do Trabalho e Prefeitura de Chapecó, desenvolve uma pesquisa para entender as demandas e características das empresas da região. segundo ele, a proposta faz parte de uma linha de trabalho do mestrado em Direito que será oferecido pela Universidade nos próximos meses e envolve 80 empresas da região. “Trabalhamos nesse momento com o diagnóstico para depois promover ações para contribuir com a inclusão desses profissionais no mercado de trabalho”, enfatizou. O pesquisador explica ainda que após esta etapa será realizado levantamento com as pessoas com deficiência para diagnosticar os desejos e dificuldades com relação aos empregos no oeste.
Ao falar sobre o cenário da região referente à questão, o assessor jurídico do Sebrae/SC, Hélio Gaidzinski Pereira Júnior, apontou o perfil das empresas do grande oeste. Segundo ele, a lei exige que apenas as grandes empresas reservem cota para pessoas com deficiência nos seus processos coletivos. No oeste, 99% são micro e pequenas empresas, 0,4 são médias e 0,2 são grandes empreendimentos. Dos 138 mil trabalhadores da região, 40 % estão empregados nas médias e grandes empresas, mas a maioria da mão de obra empregada está nos micro e pequenos negócios.
“Para se ter uma ideia, o Sebrae/SC, mesmo não estando obrigado a reservar cotas, abriu edital em 2010 e em 2011 para pessoas com deficiência. No primeiro, eram três vagas e tivemos somente um candidato. No seguinte, foram quatro vagas sem nenhuma inscrição. Por isso, é fundamental que sejam criadas políticas de incentivo, de capacitação profissional e de apoio a esses profissionais”. Outro ponto enfatizado foi quanto à aposentadoria das pessoas com deficiência. Segundo Pereira Júnior, quando há vínculo empregatício perde-se o benefício. “Depois, se houver algum problema no emprego e o profissional for desligado dificilmente recuperará a aposentadoria”.
O reitor da Unoesc Chapecó, professor Aristides Cimadon, salientou a importância das parcerias para buscar avanços e contribuir na melhoraria das condições de acesso das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “As empresas precisam de apoio para adequar as estruturas, entender as questões legais e aproximar esses profissionais das vagas disponíveis. Se cada um fizer a sua parte, por meio de debates, qualificação e formação vamos contribuir para mudar o cenário de empregabilidade na região, incluindo essas pessoas no mercado, pois elas precisam e merecem”.
MARCOS A. BEDIN
Registro de jornalista profissional MTE SC-00085-JP
Matrícula SJPSC 0172
MB Comunicação Empresarial/Organizacional