Mais de 97% dos egressos de Ciências Contábeis são empregados já no primeiro ano de formados
A constatação partiu de uma pesquisa que analisou como a graduação auxilia no desenvolvimento profissional e pessoal dos egressos de Ciências Contábeis. Esse alto índice de empregabilidade se dá logo após o acadêmico concluir o curso Enquanto no Brasil a Medicina é uma das profissões mais prestigiadas, nos Estados Unidos, símbolo do capitalismo, a Contabilidade […]
Publicado em 27/07/2009
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A constatação partiu de uma pesquisa que analisou como a graduação auxilia no desenvolvimento profissional e pessoal dos egressos de Ciências Contábeis. Esse alto índice de empregabilidade se dá logo após o acadêmico concluir o curso
Enquanto no Brasil a Medicina é uma das profissões mais prestigiadas, nos Estados Unidos, símbolo do capitalismo, a Contabilidade ocupa esse lugar de destaque. E isso ocorre justamente pelo fato de o contador ser peça fundamental no processo dinâmico de uma empresa. “Nenhuma organização, com ou sem fins lucrativos, exerce suas atividades sem a participação de um profissional da contabilidade”, destaca o coordenador do Curso de Ciências Contábeis do Campus de São Miguel do Oeste, professor Jadir Dittadi.
O curso forma há 13 anos profissionais para atuar na região ou fora dela. “Até o momento não se tem notícias de egressos que estejam fora do mercado de trabalho”, ressalta Dittadi.
Para confirmar esses e outros dados, é que as egressas do Curso, Juliana J. Lazarotto Naue e Adelaide Sturmer, fizeram, ano passado, um estudo abordando a influência do bacharelado no desenvolvimento profissional e social. O Trabalho de Conclusão de Curso, denominado ‘Egressos em Ciências Contábeis – Análise do Desenvolvimento Profissional sob o enfoque da teoria do Capital Humano’, foi recentemente transformado em um artigo, que será apresentado no 9° Congresso de Controladoria e Contabilidade e no 6° Congresso de Iniciação Científica e de Contabilidade, ambos da Universidade de São Paulo – USP – que ocorrem nos dias 30 e 31 de julho.
No estudo, foram entrevistados 144 ex-alunos do curso da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste e do Campus Aproximado de Pinhalzinho. Com o trabalho, buscou-se compreender como a educação, com foco no Ensino Superior, contribui para o sucesso profissional e social.
Conhecimento e empregabilidade
Durante a vida, as pessoas acumulam o chamado Capital Humano, ou seja, quanto mais aperfeiçoada, maior é a bagagem intelectual, portanto, em tese, maior será o Capital Humano dessa pessoa. Neste contexto, as acadêmicas destacam que o investimento na educação superior produz alicerces no ser humano e influência no desenvolvimento individual, e no progresso profissional, estimula a responsabilidade social e gera melhor convívio na sociedade em geral. Autores da área consideram que essa é a uma das formas de transformação global.
“Quanto maior o conhecimento e habilidades que o ser humano adquire, maior a sua inserção no mercado de trabalho ou sua empregabilidade, o que automaticamente melhora a produtividade e o rendimento”, afirma a contadora Juliana. Ela destaca, ainda, que o investimento em educação indica um aumento de renda futura, aliada ao progresso profissional e da sociedade.
Resultados
Pesquisas internas, como esta, e externas, como Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – Enade – , em que o curso, em sua última participação, em 2006, adquiriu conceituação 4, comprovam que a graduação em Ciências Contábeis da Unoesc melhora a inserção das pessoas no mercado de trabalho e colabora com a vida em sociedade. O resultado da pesquisa foi que 97,2% dos egressos se sentem mais empregáveis após terem concluído o curso. “O que pode ser observado é que os egressos do curso procuraram como prioridade a formação para adquirir satisfação profissional e não para apenas aumentar a rentabilidade”, enfatiza a contadora Adelaide.
Mais de 70% dos entrevistados afirmaram ter se graduado para ampliar as oportunidades de trabalho e para obter mais conhecimento. Esse dado vai contra os preceitos de que a profissão ideal é aquela que garante maior rentabilidade.
A orientadora do projeto, professora Ieda Margarete Oro, garante que essa evolução profissional é percebida no decorrer do curso. “Observamos essas mudanças pela forma que os acadêmicos passam a conduzir e tratam assuntos ligados à sua atividade profissional, no raciocínio estruturado, na forma de encarar os problemas e as novas situações que para eles se apresentam”, salienta. A professora considera que o contador é um conhecedor dos problemas, necessidades e gerenciador de informações econômica, financeiras e patrimoniais da empresa.