Estudo da Cenografia leva acadêmicos do Curso de Artes Cênicas a novas experiências
Os acadêmicos da 4ª fase do Curso de Artes Cênicas da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste, passaram por uma experiência, considerada por eles enriquecedora. No dia 26 de Julho, receberam o professor de teatro Nando Moraes, que é mestre em Direção Teatral pela Universidade de São Paulo. Com 20 anos de experiência, […]
Publicado em 12/08/2009
Por
Os acadêmicos da 4ª fase do Curso de Artes Cênicas da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste, passaram por uma experiência, considerada por eles enriquecedora. No dia 26 de Julho, receberam o professor de teatro Nando Moraes, que é mestre em Direção Teatral pela Universidade de São Paulo. Com 20 anos de experiência, repassou, durante as duas semanas de aula, informações e reflexões sobre Cenografia.
De posse do texto Caravana da Ilusão de Alcione de Araújo, Nando, conduziu os estudantes a uma encruzilhada, onde o texto foi o “combustível” para o estudo do cenário teatral. “Pegamos o texto e extraímos os elementos de cenário, de figurino, elementos de cena, referencias que o autor dava de iluminação e efeitos especiais. A partir destes elementos, fizemos uma análise e os grupos foram criar os seus cenários”, explicou Moraes.
A miniatura de um mundo
De acordo com o professor Nando Moraes, o objetivo da disciplina foi de passar aos estudantes a sensibilidade para detectar e formar o mundo dos personagens, que se encontram, na maioria das vezes, na literatura, transformando tudo em uma obra de arte.
“Eu estou passando para eles o encantamento pela arte do teatro, que é uma atividade que lança mão de várias formas artísticas. Temos aqui um texto que é literatura, a própria interpretação do autor, a cenografia, que é o elemento espacial e a iluminação. Basicamente eu tento instrumentalizalos, a partir de um texto, para tentar localizar um espaço físico onde pode ocorrer a ação. A cenografia é o mundo dos personagens, um mundo em miniatura, logicamente lançando mão da metáfora e do poder de síntese, e sempre tendo em conta a noção do símbolo e do signo que é o teatro”, explicou o professor.
A valorização da arte
Durante os mais de 20 anos de carreira artística e de estudos sobre o teatro, Nando Moraes passou por grandes cidades e grandes instituições de ensino, onde tentou, muitas vezes, implantar cursos de teatro em busca da valorização das artes cênicas. Ele conta que houve muitas frustrações, mas ficou surpreso com o que encontrou em São Miguel do Oeste.
“É importante a produção científica, assim como é a produção de pessoas com sensibilidade artística, estética e humana. E volto a dizer: a arte pode modificar as pessoas, precisamos trabalhar basicamente no nosso lado humano, nós estamos esquecendo isso. O homem contemporâneo está com problemas, tem depressão, tem um monte de doenças, humanamente estamos em crise. Os cursos de arte vêm preencher estas lacunas que a própria humanidade vai abrindo, e aí a arte entra. E aqui a gente está vendo uma universidade envolvida neste sonho e valorizando a arte. Isso, para gente, que é professor, a arte-educação, as atividades humanas, é fantástico”, declarou.
Indo além
De acordo com os acadêmicos do Curso de Artes Cênicas, que participaram da disciplina de Cenografia, os conhecimentos repassados foram surpreendentes e demonstraram que com pouco recurso pode se criar uma obra de arte.
“Essa matéria foi fantástica. O professor nos mostrou que podemos ir muito além do que estamos habituados a ver aqui no Oeste de Santa Catarina. Ele trouxe várias técnicas e várias maneiras de trabalhar com cenografia, sem que a gente tenha que gastar grandes valores. Utilizamos, na montagem, materiais muitos simples, como areia, terra, pedras e cada grupo construiu o seu cenário dentro da proposta da peça”, contou Adriana Brisola.
Mateus Dal Ponte disse que a presença de um profissional com mais de duas décadas de experiência, na área das Artes Cênicas, valorizará muito a carreira profissional de cada um dos participantes do curso.
“A dificuldade de achar professor, nessa área, é grande. Não tem corpo docente na região. Isso é uma conquista, um mérito nosso, um professor que já deu aulas em várias instituições como Unicamp, USP e outras grandes universidades de renome, vir aqui dar aula para nós, é muito bom. A gente é o que aprende, cada profissional, que vai sair desta sala, vai ser o reflexo do que aprendeu nela”, finalizou Mateus.