Estudantes e profissionais de Psicologia discutem educação sexual
Estudantes e profissionais de Psicologia de Joaçaba e dos municípios próximos passaram a quarta-feira (23) discutindo sexualidade e educação sexual. Esses temas foram o foco de uma atividade de extensão promovida pelo Curso de Psicologia da Unoesc Campus de Joaçaba ministrada pelo psicopatologista e terapeuta sexual Clécio Carlos Gomes. Pela manhã, foram trabalhados os conceitos […]
Publicado em 24/03/2011
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Estudantes e profissionais de Psicologia de Joaçaba e dos municípios próximos passaram a quarta-feira (23) discutindo sexualidade e educação sexual. Esses temas foram o foco de uma atividade de extensão promovida pelo Curso de Psicologia da Unoesc Campus de Joaçaba ministrada pelo psicopatologista e terapeuta sexual Clécio Carlos Gomes.
Pela manhã, foram trabalhados os conceitos de educação e educação sexual, as dificuldades encontradas nos processos de educação e questões ligadas a paradigmas e a redes sociais. À noite, o grupo voltou a se reunir e o palestrante abordou como seria a estrutura de um programa de educação sexual capaz de alcançar o resultado esperado.
A educação sexual
“Hoje a sexualidade continua sendo tratada de uma forma muito semelhante há de 10 ou 20 anos atrás. Não houve grandes mudanças”, afirma o terapeuta.
Segundo ele, ao se falar em eficácia, observa-se que o percentual de programas de educação sexual que conseguem atingir um bom resultado é mínimo, o que é consequência da forma de abordagem, ainda muito mecânica, em que há preocupação em passar informações saudáveis mas a um grupo de pessoas que não está preparado para receber essas informações. “São processos que não trabalham a questão qualitativa, de formação do indivíduo, considerando a cultura e as características das pessoas”, explica.
Para Clécio, a educação sexual precisa abranger uma nova consciência. “Por que a consciência que se tem sobre o sexo ainda hoje é de uma coisa monstruosa e feia, o que é antagônico, pois todos querem fazer sexo”, diz, reforçando que essa consciência atual precisa ser reconstruída para que as pessoas vejam o sexo e os demais aspectos integrantes da sexualidade com mais naturalidade, para que tenham capacidade de transformar as informações recebidas em conhecimentos e passem a aplicar esses conhecimentos.