Estudantes de Psicologia realizam estudos no IML e clínica de recuperação
Acadêmicos da 4ª e 6ª fases do curso de Psicologia da Unoesc Videira estiveram no sábado (19), realizando visitas de estudos ao Instituo Médico Legal de Joaçaba e Clínica Reviver no município de Ibicaré. Pela manhã, no IML, participaram de palestra sobre a realização de autópsias em suicidas, com Abel Petter, suicidólogo e estudante de Psicologia e […]
Publicado em 22/08/2017
Por Unoesc
Acadêmicos da 4ª e 6ª fases do curso de Psicologia da Unoesc Videira estiveram no sábado (19), realizando visitas de estudos ao Instituo Médico Legal de Joaçaba e Clínica Reviver no município de Ibicaré.
Pela manhã, no IML, participaram de palestra sobre a realização de autópsias em suicidas, com Abel Petter, suicidólogo e estudante de Psicologia e Auxiliar Médico Legal do Instituto Geral de Perícias (IGP) de SC.
— Abordar o tema da morte é uma situação, muitas vezes, difícil. Quando o tema se amplia para o suicídio não é fácil compreender e explicar por que algumas pessoas decidem cometê-lo. Através do método “autópsia psicológica” pode-se compreender os aspectos mentais envolvidos em uma morte específica — disse Taisa Trombetta Demarco, coordenadora do curso de Psicologia da Unoesc Videira. Ela explica que essa prática serve para assessorar profissionais de área da Psicologia, Direito e Medicina em classificar com maior precisão o registro do suicídio.
Já no período da tarde, os alunos conheceram a Clínica Reviver de Ibicaré e os processos de internação de dependentes químicos.
Segundo Taisa, a questão do uso abusivo das drogas, há muito deixou de ser um problema psiquiátrico ou exclusivamente médico. As implicações sociais, psicológicas, econômicas e políticas são enormes e devem ser consideradas na compreensão global do problema.
Para Ronaldo Laranjeira (2012), nos últimos anos, sobretudo a partir da década de 80, assistiu-se ao fenômeno de expansão do narcotráfico e da sua estruturação como crime organizado em âmbito transnacional, causando prejuízos econômicos e sociais significativos às nações do mundo inteiro. No caso do Brasil, pode-se dizer que os impactos negativos causados pelo problema foram agravados pelo fato de o país haver evoluído de simples rota, por onde a droga passava para ser exportada para as nações do primeiro mundo, especialmente as da América do Norte e Europa, tendo se constituído em florescente mercado consumidor.
Neste contexto, é indispensável preparar os futuros profissionais da área da Psicologia para que, a partir de um aporte teórico, tornem-se capazes de atuar em ações de prevenção, tratamento e reinserção social do dependente químico.
— Desta forma, torna-se importante o conhecimento destas práticas e experiências para os profissionais em formação da área da Psicologia — finaliza a coordenadora.