Empresários discutem a inserção do deficiente físico no mercado
CHAPECÓ – A Unoesc Chapecó reuniu nesta quinta-feira (6) mais de 40 profissionais e empresários para debater a inserção do deficiente físico no mercado de trabalho. O evento, mais uma edição do Encontro de Integração promovido pela universidade para discutir temas relevantes, foi organizado pelo curso de Direito e recebeu para palestrar o juiz do […]
Publicado em 07/10/2011
Por
CHAPECÓ – A Unoesc Chapecó reuniu nesta quinta-feira (6) mais de 40 profissionais e empresários para debater a inserção do deficiente físico no mercado de trabalho. O evento, mais uma edição do Encontro de Integração promovido pela universidade para discutir temas relevantes, foi organizado pelo curso de Direito e recebeu para palestrar o juiz do Trabalho e professor doutor Rodrigo Goldschmidt.
O objetivo, segundo a coordenadora do curso, professora Silvana Colombo, é destacar o papel da instituição e do curso frente às questões sociais e jurídicas que envolvem o dia a dia dos profissionais e das empresas. “O assunto é de fundamental importância para as empresas, pois, por mais que a lei obrigue a contratação de pessoas com deficiência, o empresário tem que ter responsabilidade e incluir de fato essas pessoas”.
O palestrante enfatizou principalmente as leis criadas para amparar o deficiente físico. De acordo com o juiz, a constituição prevê o direito de igualdade, mas nem sempre todas as pessoas têm acesso. Além disso, as leis trabalhistas não permitem discriminação por fatores intelectuais, técnico ou braçal, mas para Goldschmidt a realidade é outra. Existe sim discriminação de gênero, em que as mulheres ganham menos nas funções semelhantes as dos homens; além da discriminação etária. Os jovens são rejeitados pela falta de experiência e os mais velhos, com idade acima dos 40 anos, encontram dificuldade para retornar ao mercado de trabalho”.
Essas conclusões são baseadas em pesquisas e por índices sociais. “O deficiente físico também é discriminado, mas aos poucos as empresas estão buscando alternativas para se enquadrar nas legislações”. Um dos exemplos é a Lei 8.112/90, que prevê a reserva de 20% das vagas em concursos públicos, nos postos de trabalho compatíveis com os limites que o trabalhador apresenta.
Na avaliação do juiz do Trabalho, os empresários encontram dificuldades ao oferecer vagas às pessoas com deficiência, seja com relação as leis e até mesmo na contratação de mão de obra. Por isso, é fundamental que busquem se informar e procurem parcerias. “Este momento que a Unoesc está promovendo é um bom exemplo, pois permite a troca de experiência entre os empresários, profissionais e os deficientes físicos”.
O diretor da Unoesc Chapecó, professor Eliandro Gustavo Bortoluzzi, ressaltou o trabalho que a instituição desenvolve seja na área de pesquisa, extensão e também de responsabilidade social. “O tema inclusão de pessoas com deficiência é um dos conteúdos pautados no projeto do mestrado em desenvolvimento pela Unoesc. Seja na graduação, pós-graduação ou mestrado, buscamos a formação de profissional preparado para o mercado de trabalho, mas, principalmente que tenha compromisso com a sociedade”.