Empresa incubada no I.nova Unoesc recebe avaliação de empresários da região
Publicado em 24/08/2026
Por Imprensa São Miguel d'Oeste
O I.nova Unoesc promoveu, no Centro de Inovação Fábrica, em São Miguel do Oeste, um encontro entre uma empresa incubada e empresários e gestores da região. A atividade possibilitou que a empreendedora da SST Campo, Cristiane Drehmer, apresentasse o negócio e recebesse avaliações e sugestões de profissionais com experiência no mercado.
A empresa apresentada já está em operação e participa do programa de incubação do I.nova desde maio. Nesse período, a empreendedora recebeu mentorias e orientações em diferentes áreas, com o objetivo de aperfeiçoar o negócio e ampliar suas possibilidades de atuação.
De acordo com o mentor do I.nova Unoesc no campus, professor Nilson Renê Visintainer, a incubadora atua como uma ponte entre Universidade, empreendedorismo e mercado, oferecendo suporte para empresas em diferentes etapas de desenvolvimento.
— O I.nova Unoesc é o habitat de inovação da Universidade. Ele foi criado para aproximar conhecimento, empreendedorismo, inovação e mercado. Nesse ambiente, a incubadora apoia startups e empreendimentos inovadores no desenvolvimento e na consolidação dos seus negócios — explica Nilson Renê.
O acompanhamento é realizado de acordo com as necessidades identificadas em cada etapa do negócio. Entre as ações desenvolvidas estão orientações na área do Direito sobre o uso de imagens e uma avaliação, com profissionais da área de Ciência da Computação, sobre a possibilidade de desenvolvimento de um aplicativo para o negócio. Também foi encaminhada uma consultoria em gestão comercial, com foco em planejamento de vendas; estratégias de promoção e precificação; prospecção e fidelização de clientes.
Cristiane também participará de atividades das semanas acadêmicas dos cursos de Administração e Agronomia e apresentará seu negócio no Unoesc Day, previsto para setembro, ampliando o contato com a comunidade acadêmica, empresários, potenciais clientes e parceiros.
Para Nilson Renê, o acompanhamento por diferentes áreas é importante, porque permite analisar o negócio sob perspectivas distintas e tomar decisões com mais segurança.
— O apoio especializado não serve apenas para indicar o que deve ser feito, mas também para ajudar a identificar o que não deve ser priorizado. Isso evita investimentos desnecessários e direciona recursos e energia para ações com maior potencial de retorno para o negócio — destaca o professor.
Aproximação com o mercado
A apresentação para empresários e gestores integra o processo de incubação e teve como objetivo colocar o negócio diante de profissionais que conhecem a realidade e os desafios do setor. Durante o encontro, os convidados avaliaram aspectos como proposta de valor; potencial comercial; posicionamento; canais de venda; possíveis parcerias e oportunidades de crescimento.
— As avaliações e sugestões recebidas poderão gerar novos direcionamentos e contribuir para definir as próximas ações dentro do processo de incubação — reforça Nilson Renê.
Para a empreendedora Cristiane Drehmer, estar no I.nova trouxe uma nova perspectiva sobre o próprio negócio. Segundo ela, as mentorias ajudaram a compreender que, além de gostar do que faz, é necessário estruturar processos, avaliar resultados e buscar a sustentabilidade da empresa.
— Quando eu entrei no I.nova, entendi que organizar a empresa era a coisa mais importante. Comecei a enxergar o meu projeto não só como um projeto simples, mas como algo que pudesse realmente mudar a vida das pessoas, ou seja, dos produtores rurais — relata Cristiane.
Ela destaca ainda a importância de receber opiniões de pessoas que atuam no meio empresarial.
— Às vezes a gente fica tão centrado no projeto, achando que domina tudo, e, na verdade, não. É necessário ouvir pessoas do meio empresarial e trazer essas avaliações para dentro do negócio — afirma a empreendedora.
O encontro também foi uma oportunidade para Cristiane apresentar a empresa a profissionais ligados ao agronegócio e ao cooperativismo, áreas relacionadas ao público que pretende alcançar.
Olhar de quem está no mercado
O empresário Milton José Melz participou da avaliação do projeto e destacou a importância de aproximar novos negócios de profissionais que já atuam no mercado.
Segundo ele, o projeto apresentado responde a uma demanda existente no meio rural, relacionada à segurança no trabalho, e tem potencial para contribuir com os produtores.
— Espaços como esse, que oferecem assessoria e acolhimento, são muito importantes para uma empresa que está surgindo e se preparando para o futuro. Aqui, ela tem suporte e consegue estruturar melhor as diretrizes do negócio em vez de chegar ao mercado de uma forma solta — avalia o empresário.
Para Milton, o processo também pode contribuir para reduzir dificuldades enfrentadas por empresas nos primeiros anos de atuação.
— As empresas deveriam passar por esse processo. Quando existe um projeto mais elaborado, a chance de erro lá na frente é muito menor — destaca.
Da ideia ao mercado
O I.nova é um diferencial da Unoesc que apoia os estudantes que querem empreender. Na etapa de pré-incubação, o trabalho é direcionado principalmente à estruturação de ideias, validação de soluções e desenvolvimento do modelo de negócio. Já a incubação atende empreendimentos que estão em processo de validação ou já em operação e buscam aperfeiçoar a gestão, desenvolver produtos ou serviços, ampliar relações comerciais e acessar novos mercados.
Para Nilson Renê, a principal mensagem para quem possui uma ideia ou negócio e busca aperfeiçoá-lo é que o empreendedor não precisa fazer esse caminho sozinho.
— Uma boa ideia não precisa ser desenvolvida de forma isolada. O I.nova Unoesc procura ser uma ponte entre empreendedores, Universidade e mercado, colocando conhecimento, especialistas, estrutura e conexões a serviço do desenvolvimento dos negócios — finaliza o professor.

