Direito realiza primeiro júri simulado para os ingressantes
A professora Simone da Costa, que ministra o Componente Curricular de ‘Introdução ao estudo de Direito’, do Curso de Direito da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste – organizou o primeiro júri simulado para a turma que está finalizando o 1° período. “O objetivo foi fazer com que os acadêmicos discutam o tema, […]
Publicado em 16/06/2010
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A professora Simone da Costa, que ministra o Componente Curricular de ‘Introdução ao estudo de Direito’, do Curso de Direito da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste – organizou o primeiro júri simulado para a turma que está finalizando o 1° período. “O objetivo foi fazer com que os acadêmicos discutam o tema, levando os participantes a tomar um posicionamento, exercitar a expressão e o raciocínio e amadurecer o senso crítico”, destaca O tema foi retirado do livro: ‘O Caso dos exploradores de cavernas’, de Lon D. Fuller.
Para a realização da atividade, 68 alunos foram separados em grupos, com funções específicas: advogado, juiz, júri e acusado. Conforme a professora, apesar de o caso ser fictício e polêmico, ele exigiu dos acadêmicos posicionamentos e argumentos com interpretações e soluções. “É fantástico, pois fez com que os alunos desenvolvessem uma competição saudável. Eles precisaram efetivamente pesquisar, estudar para conseguir defender seu posicionamento com argumentos trazidos pelo ordenamento jurídico”, considera Simone.
A prática
O acadêmico Júlio Cezar Deresz foi um dos advogados de defesa e preparou um discurso evolvente, com um tom de voz que transmitia segurança. “É bom termos atividade como esta desde o início da graduação. Preparei a minha fala mexendo com o emocional, com a intenção de sensibilizar o júri, fazendo ele se colocar no lugar do acusado”, afirma.
O estudante Douglas Motter, que estava como advogado do acusado, aprovou a atividade dizendo que é interessante ter aula prática. “Assim já vamos preparando a oratória e as comparações diminuem, pois todos têm mais ou menos a mesma base de conhecimento”, avalia.
No total, 11 acadêmicos interpretaram o juiz. “Foi uma experiência muito boa. Nesse caso, o meu grupo passou a decisão para o executivo decidir a punição”, declara Mariana Branbilla, que foi juíza.
Segundo Simone, os alunos conseguiram aplicar os conteúdos aprendidos na disciplina. “Desenvolveram um trabalho maravilhoso, incorporam os personagens e, surpreendentemente, diferente dos outros anos, a sentença foi pela absolvição dos réus”, finaliza.