Cursos promovem palestra sobre impactos ambientais na mineração
Os cursos de Engenharia Florestal e Ciências Biológicas, da Unoesc Xanxerê, promoveram a palestra “Impactos ambientais e as ações de recuperação de áreas degradadas na mineração – experiência de Mariana (MG)”. Participaram do evento acadêmicos da 9ª fase de ambos os cursos. Na oportunidade, o biólogo Kurt Bourscheid, que atua profissionalmente na área de recuperação […]
Publicado em 24/04/2017
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Os cursos de Engenharia Florestal e Ciências Biológicas, da Unoesc Xanxerê, promoveram a palestra “Impactos ambientais e as ações de recuperação de áreas degradadas na mineração – experiência de Mariana (MG)”. Participaram do evento acadêmicos da 9ª fase de ambos os cursos.
Na oportunidade, o biólogo Kurt Bourscheid, que atua profissionalmente na área de recuperação de áreas degradadas, apresentou aos acadêmicos sua experiência em relação à recuperação ambiental na região de Mariana. Ele também relatou outros trabalhos realizados em mineradoras na Amazônia.
Além disso, abordou, com os acadêmicos, a importância de realizar bons estudos de impacto ambiental, para dimensionar possíveis impactos no futuro, e a necessidade de criar projetos que pensem nas diversas possibilidades da efetivação do empreendimento.
Segundo a coordenadora do curso de Ciências Biológicas, professora Francielle Garghetti Battiston, a palestra objetivou conhecer os impactos ambientais e as ações de recuperação de áreas degradadas na mineração.
Para a professora Manuela Gazzoni dos Passos, do curso de Engenharia Florestal, a palestra trouxe aos acadêmicos o conhecimento prático da avaliação de impactos ambientais, debatido teoricamente em sala de aula, levando-os a refletirem sobre sua prática profissional futura.
Na avaliação da professora Elisangela Bini Dorigon, do curso de Ciências Biológicas, o palestrante demonstrou a capacidade e a flexibilidade do profissional biólogo.
— Em relação aos cuidados com o ambiente, demonstrou a sensibilidade do profissional com a vida. Proporcionou aos acadêmicos a atualização sobre o tema de recuperação de áreas ambientais e a importância da integração entre os profissionais — analisa.
A tragédia
Com 317 anos, o distrito de Bento Rodrigues, na cidade mineira de Mariana, tinha história. O vilarejo de 600 habitantes fez parte da rota da Estrada Real no século XVII e abrigava igrejas e monumentos de relevância cultural.
Em cinco de novembro de 2015, em apenas onze minutos, um tsunami de 62 milhões de metros cúbicos de lama aniquilou Bento Rodrigues. A onda devastou outros sete distritos de Mariana e contaminou os rios Gualaxo do Norte, do Carmo e Doce.
Moradores de cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo tiveram a rotina afetada por interrupções no abastecimento de água. O destino final da lama foi o mar do Espírito Santo, onde o Rio Doce tem sua foz.
O que causou a tragédia foi o rompimento de duas barragens no complexo de Alegria, da mineradora Samarco. As barragens continham rejeito, o resíduo não tóxico resultante da mineração de ferro.
Além da tragédia humana, o desastre em Mariana teve impacto ambiental difícil de avaliar.