Cursos de Direito e Arquitetura debatem a acessibilidade no município de São Miguel do Oeste
O curso de Direito e de Arquitetura e Urbanismo da Unoesc promoveram, no início deste semestre, o debate “Acessibilidade no município de São Miguel do Oeste”. O debate contou com a participação do promotor de Justiça, Maycon Hammes, e das professoras e arquitetas, Suélen Mazzardo e Celí Maziero. Durante o debate, o promotor de Justiça, […]
Publicado em 07/08/2017
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O curso de Direito e de Arquitetura e Urbanismo da Unoesc promoveram, no início deste semestre, o debate “Acessibilidade no município de São Miguel do Oeste”. O debate contou com a participação do promotor de Justiça, Maycon Hammes, e das professoras e arquitetas, Suélen Mazzardo e Celí Maziero.
Durante o debate, o promotor de Justiça, Maycon Hammes, falou sobre os tratados internacionais, leis e decretos que regulamentam a acessibilidade em espaços públicos e privados. Além disso, explanou sobre o direito fundamental à liberdade e à igualdade, ressaltando que todos, em igualdade de condições, devem ter acesso aos espaços, bem como usufruí-los.
Segundo a professora do curso de Direito, Alexandra Klein Périco, é imprescindível debater o tema durante a graduação.
— Recentemente, foi aprovado o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que promoveu um forte impacto em toda legislação brasileira. Unir conhecimentos com o curso de Arquitetura e Urbanismo contribui para uma visão técnica do que é estudado em sala de aula — avalia a professora.
A coordenadora de Arquitetura e Urbanismo, Leandra Daiprai, salienta que a acessibilidade faz parte do cotidiano do arquiteto e urbanista.
— É obrigação do arquiteto considerar e definir espaços, que permitam o uso de toda e qualquer pessoa. Promover debates como esse com os acadêmicos é importante para que a acessibilidade entre como elemento do próprio processo de projeto e não como uma solução posterior em função da obrigatoriedade — ressalta a professora.
Dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 23,9% da população brasileira possui pelo menos uma das deficiências investigadas: visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. No Estado, 21,31% dos catarinenses apresentam alguma deficiência.