Curso de Farmácia alerta população sobre os riscos da automedicação
Estudantes do curso de Farmácia da Unoesc São Miguel do Oeste desenvolveram, recentemente, uma ação no Calçadão de São Miguel do Oeste para chamar a atenção da população sobre o uso correto, seguro e racional dos medicamentos. Foram distribuídos mais de mil folders com informações sobre os riscos da automedicação, doenças de inverno, hipertensão, diabetes […]
Publicado em 07/05/2015
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Estudantes do curso de Farmácia da Unoesc São Miguel do Oeste desenvolveram, recentemente, uma ação no Calçadão de São Miguel do Oeste para chamar a atenção da população sobre o uso correto, seguro e racional dos medicamentos. Foram distribuídos mais de mil folders com informações sobre os riscos da automedicação, doenças de inverno, hipertensão, diabetes e qualidade de vida. Quem passou pelo Calçadão também pôde aferir a pressão arterial.
De acordo com o coordenador do curso, professor Everton Boff, a automedicação é um problema sério de saúde pública, pois nem sempre a população possui acesso adequado aos serviços de saúde e acaba se automedicando ou seguindo orientações de pessoas leigas.
— O uso incorreto de medicamentos é grave e pode deixar sequelas irreversíveis, bem como comprometer a vida do usuário. A consulta médica e a presença de um farmacêutico, no aviamento do receituário médico, são imprescindíveis — destaca Boff.
O professor menciona, ainda, que devem ser adquiridos, somente, medicamentos com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Ministério da Saúde. É preciso estar atento à data de validade; respeitar a temperatura de armazenamento recomendada pelos fabricantes e manter os medicamentos guardados nas embalagens originais. Além disso, obedecer aos horários e dosagens e não interromper o tratamento por conta própria, entre outros cuidados.
Uso incorreto
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em todo o mundo, 50% dos medicamentos são prescritos, dispensados ou usados incorretamente. No Estado de Santa Catarina, segundo o Centro de Informações Toxicológicas (CIT), os medicamentos são a segunda principal causa de intoxicações. Somente para tratar as complicações de saúde, devido ao uso incorreto, os hospitais brasileiros gastam uma parcela de 15% a 20% do seu orçamento.