Curso de Engenharia de Alimentos produz panificados sem glúten
O curso de Engenharia de Alimentos da Unoesc São Miguel do Oeste produziu, recentemente, produtos panificados sem glúten. Segundo a orientadora da pesquisa, professora doutora Eliane Maria de Carli, foram produzidos pães e muffins para pessoas portadoras da doença celíaca. No lugar do glúten, foram utilizados amido de mandioca, amido de milho e farinha de arroz. […]
Publicado em 08/10/2015
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O curso de Engenharia de Alimentos da Unoesc São Miguel do Oeste produziu, recentemente, produtos panificados sem glúten. Segundo a orientadora da pesquisa, professora doutora Eliane Maria de Carli, foram produzidos pães e muffins para pessoas portadoras da doença celíaca. No lugar do glúten, foram utilizados amido de mandioca, amido de milho e farinha de arroz. Os produtos também receberam extrato de soja.
De acordo com levantamento feito pela Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), 40% dos celíacos gostariam de encontrar, com maior facilidade, no comércio, pães sem glúten. Eliane destaca que essas pessoas ainda encontram uma variedade pequena de produtos nas prateleiras dos supermercados. Quando encontram, o custo é alto.
Para quem tem intolerância, a ingestão de glúten provoca danos na parede do intestino delgado, acarretando prejuízos para a saúde.
— Essas pessoas podem apresentar sintomas como diarreia, perda de peso, distensão abdominal, anemia, cansaço e mal-estar — detalha a professora Eliane Maria de Carli.
Por isso, devem redobrar o cuidado com a alimentação. Os alimentos que contém glúten são todos aqueles que podem ser feitos com trigo, cevada e centeio. Além disso, é preciso ficar atento ao rótulo dos produtos. A lei 10.674 de 2003 determina que todos os alimentos industrializados contenham a informação se o produto tem ou não glúten, de forma nítida e de fácil leitura.
Experiência
Segundo as acadêmicas Laura Borges Seidel e Maria Helena Maran, participar da produção desses panificados é uma oportunidade para inovar no mercado, cada vez mais exigente, além de proporcionar maior qualidade de vida às pessoas. As estudantes observam que, cada vez mais, aumenta o número de pessoas celíacas. Dados da Acelbra apontam que o Estado de Santa Catarina é o segundo Estado com maior número de celíacos cadastrados, ficando apenas atrás de São Paulo.