Curso de Educação Física da Unoesc e Fapesc impulsionam pesquisa que combate a perda muscular e melhora a qualidade de vida de idosos
Publicado em 29/06/2026
Por Imprensa São Miguel d'Oeste
A prática regular de exercícios físicos tem transformado a rotina de idosos que participam de um projeto desenvolvido pela Unoesc São Miguel do Oeste, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Coordenada pela professora e pesquisadora Dra. Marizete Arenhart Zuppa, a ação une pesquisa científica, cuidado com a saúde e integração comunitária, contribuindo para um envelhecimento mais ativo e saudável.
Vinculado ao curso de Educação Física, o projeto investiga os efeitos do exercício físico na sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, comum durante o processo de envelhecimento. Além de gerar conhecimento científico, o projeto oferece acompanhamento gratuito aos participantes, promovendo benefícios que se refletem na saúde, na autonomia e na qualidade de vida.
Os encontros ocorrem duas vezes por semana, em duas turmas, reunindo idosos em atividades orientadas por professores e estudantes da Universidade. Conforme um dos pesquisadores do projeto, professor João Colibaba, durante as aulas são realizados exercícios resistidos adaptados às necessidades e características de cada participante, com foco na manutenção da força muscular, na melhoria da funcionalidade e na prevenção de quedas.
— Além das atividades práticas, os participantes passam por avaliações físicas e de saúde, incluindo testes de força muscular, composição corporal, pressão arterial, frequência cardíaca de repouso e medidas corporais. O acompanhamento permite monitorar a evolução individual dos idosos e gerar dados que contribuem para pesquisas sobre saúde e envelhecimento — enfatiza João.
Para o pesquisador, a proposta responde a uma realidade cada vez mais presente na sociedade.
— Com o aumento da expectativa de vida, cresce também a necessidade de desenvolver estratégias que favoreçam a autonomia, a independência e a qualidade de vida da população idosa. O projeto contribui para isso e também fortalece a convivência social. A interação entre participantes, professores e estudantes cria um ambiente de acolhimento, troca de experiências e incentivo mútuo — reforça.
Para muitos participantes, os encontros já fazem parte da rotina. Além dos exercícios, eles contribuem para fortalecer a autoestima, ampliar os vínculos sociais e incentivar hábitos mais saudáveis. O projeto também proporciona vivências práticas aos estudantes do curso de Educação Física, aproximando a formação das demandas da comunidade e fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão.
A participante Ivete Peiter conta que os resultados já podem ser percebidos no dia a dia.
— Aos poucos sinto uma melhora geral no meu corpo. Percebo que os músculos estão sendo ativados, que as dores nas articulações diminuíram e também me sinto mais ativa e com mais bem-estar — relata Ivete.
Para Rosane Tomazelli, os encontros se tornaram um momento esperado da semana.
— Amo participar das atividades. Os exercícios são variados, divertidos e sempre saio com a sensação de dever cumprido. Já percebo mais flexibilidade e resistência, além da convivência com o grupo, que faz toda a diferença — afirma Rosane.

