Curso de Agronomia realiza poda de frutíferas
Os acadêmicos da 7ª fase do curso de Agronomia, da Unoesc Xanxerê, participaram de uma prática de poda de frutíferas, com preparo de pasta e enxertias, na propriedade rural de Gilmar Frozza. A atividade, que foi realizada em parceria com a Epagri local de Xanxerê, através do extensionista Ady Alexander Bortoluzzi, foi ministrada pelo extensionista […]
Publicado em 19/06/2015
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Os acadêmicos da 7ª fase do curso de Agronomia, da Unoesc Xanxerê, participaram de uma prática de poda de frutíferas, com preparo de pasta e enxertias, na propriedade rural de Gilmar Frozza. A atividade, que foi realizada em parceria com a Epagri local de Xanxerê, através do extensionista Ady Alexander Bortoluzzi, foi ministrada pelo extensionista da Epagri de Chapecó, Ivan Tormem.
Assim, durante o componente curricular de Fruticultura, ministrado pelo professor Gilberto Luiz Curti, houve a prática sobre poda de frutíferas (pera, pêssego, figo e ameixa), preparo de pasta bordalesa e enxertia de pêssego (garfagem e via gema).
Segundo o professor, a atividade teve por objetivo discutir e colocar em prática vários pontos relacionados ao conteúdo estudado em sala de aula.
Poda, pasta bortoleza e enxertia
O professor Gilberto explica que as podas fazem parte de um conceito mais amplo, que é o de conservação da vegetação, seja ela nativa, ornamental ou de grandes áreas cultivadas comercialmente para a produção de alimentos. Nesse sentido, elas podem ser executadas tendo em vista uma variedade distinta de objetivos, todos eles direcionados ao melhor desempenho possível que pode ser obtido de uma planta.
— De uma maneira geral, podemos dizer que as podas são executadas para que façamos certas correções no desenvolvimento das plantas, de acordo com as necessidades de luz, adubação e irrigação, ou seja, para mantermos a planta saudável e com um desempenho adequado às suas características. É um importante recurso utilizado para obtermos resultados concretos na produção de muitos tipos de plantas e árvores. Dessa maneira, torna-se uma técnica economicamente muito importante, pois pode representar aumento na produtividade e maiores lucros — destaca.
Há três tipos básicos de podas, que são executadas de acordo com a planta e o objetivo do cultivo: poda de produção, de limpeza e a de formação.
A poda de produção visa a aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que esse tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.
A poda de limpeza é a mais conhecida, utilizada não só em grandes plantações, mas também em jardinagem caseira. Essa modalidade objetiva eliminar galhos ou ramos mortos, secos ou que apresentem má formação. Isso faz com que a energia vital da planta não seja “desperdiçada” com ramos ou galhos problemáticos, ajudando no melhor desenvolvimento do vegetal.
E a poda de formação é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Esse procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos e frutificações, e, principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.
Já o preparo de pasta bordalesa é empregado em pinturas após a poda. Utilizada para proteger cortes e ferimentos no tronco das frutíferas, assim como os cortes feitos durante a poda, essa pasta deve ser pincelada logo após os cortes de poda, o que irá proteger e facilitar a cicatrização, bem como proteger a planta em relação a pragas e principalmente doenças.
Por fim, a enxertia em fruticultura apresenta muitas vantagens. Para a maioria das espécies de interesse comercial, praticamente não se pensa em trabalhar com plantas que não sejam enxertadas. Dentre os aspectos interessantes que recomendam a enxertia, pode-se citar a precocidade na produção (transferência de maturidade) e a redução no porte da planta (o que facilita tratos culturais).
Nas fotos abaixo, momentos da atividade.