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Graduação Joaçaba

Confederação Mundial de Badminton aprova pesquisa de professores joaçabenses

Dois professores de Joaçaba, Anderson Andres e Diego de Carvalho, submeteram projeto intitulado “Antecipação e potencial relacionado a eventos em jovens atletas de badminton: diferenças entre jogadores competitivos e de nível recreativo” à Confederação Mundial de Badminton (BWF) que abre editais que visam financiar e estimular pesquisas científicas referentes à modalidade de Badminton no mundo. […]


Dois professores de Joaçaba, Anderson Andres e Diego de Carvalho, submeteram projeto intitulado “Antecipação e potencial relacionado a eventos em jovens atletas de badminton: diferenças entre jogadores competitivos e de nível recreativo” à Confederação Mundial de Badminton (BWF) que abre editais que visam financiar e estimular pesquisas científicas referentes à modalidade de Badminton no mundo.

No final do ano passado os pesquisadores receberam a confirmação que o projeto tinha sido aprovado e que seria financiado pela BWF. O projeto é resultado de uma parceria entre a Associação Meio Oeste de Badminton (AMOB) e o Programa de Mestrado em Biociências e Saúde da Unoesc.

O objetivo do estudo é verificar diferentes parâmetros neurais e comportamentais que denotam antecipação em jovens atletas profissionais e comparar com atletas iniciantes na modalidade. Para isso, os professores vão produzir estímulos semelhantes aos que ocorrem dentro de uma partida de Badminton, as reações dos atletas a esses estímulos serão avaliadas através de um eletroencefalograma e as tarefas serão filmadas para análises biomecânicas e comportamentais.

Esses dados coletados são importantes para verificar como o processamento neural das informações permitem aos atletas anteciparem os movimentos e golpes do adversário. A hipótese é que atletas profissionais utilizem outros recursos neurais e de aprendizagem motora para as antecipações dentro da partida de Badminton quando comparados a atletas iniciantes.

Nesse contexto, a modalidade de Badminton está classificada dentro dos esportes de raquete como a mais rápida existente, a peteca quando rebatida pode ultrapassar os 400 Km/h. Como é um esporte muito dinâmico, faz com que o jogador tenha frações de segundo para tomar decisões, ocorrendo assim, um ponto determinante entre a resposta assertiva ou a falha. Os dados da pesquisa serão coletados no Centro de Treinamento de Badminton em Oviedo na Espanha, no Centro de Treinamento da Seleção Brasileira de Badminton e, também, em centros de treinamento de Santa Catarina.

O professor Anderson Andres é técnico da Associação Meio Oeste de Badminton, Técnico Nível 2 Internacional da BWF. Trabalha com a modalidade de Badminton na Diretoria de Esportes de Joaçaba há 5 anos e foi eleito por duas vezes o melhor técnico de Santa Catarina pela Federação Catarinense de Badminton. O professor Diego de Carvalho é doutor em Fisiologia pela Universidade de São Paulo e atualmente é professor do Mestrado em Biociências da Saúde e de cursos de graduação da Unoesc.

 

*Texto: Nativa Comunicação Integrada

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