Colóquio internacional aborda a diversidade e a formação docente
Nesta semana, a Unoesc está recebendo pesquisadores reconhecidos nacional e internacionalmente. Eles participam do 4º Colóquio Internacional da Educação, que discute os fundamentos, as perspectivas e as ações educacionais para a diversidade, singularidade e reconhecimento do outro ao invés da homogeneização do ser humano. A abertura aconteceu na segunda-feira (22) à tarde, no Auditório Afonso […]
Publicado em 23/09/2014
Por Unoesc
Nesta semana, a Unoesc está recebendo pesquisadores reconhecidos nacional e internacionalmente. Eles participam do 4º Colóquio Internacional da Educação, que discute os fundamentos, as perspectivas e as ações educacionais para a diversidade, singularidade e reconhecimento do outro ao invés da homogeneização do ser humano.
A abertura aconteceu na segunda-feira (22) à tarde, no Auditório Afonso Dresch, em Joaçaba. A plateia, formada por professores, mestrandos e interessados, manteve-se atenta às duas conferências de abertura. As atividades do colóquio seguem até quarta-feira (24).
A professora doutora Nadja Hermann, da PUC-RS, apresentou o tema central do colóquio sob a perspectiva filosófica. Segundo ela, a pluralidade ou diversidade leva consigo questões arraigadas da nossa cultura, obrigando-nos a desconstruir os padrões de realidade. A conferencista questiona se a educação pode abandonar a noção do universal. E ressalta o aspecto positivo da pluralidade, que incita a educação a rever seus conceitos, suas convicções, obrigando-nos a reconhecer o outro.
— A pluralidade refere-se a uma multiplicidade de normas e formas de vida, teorias e ideias, modos de fundamentação e filosofia, constituindo-se numa inegável marca da atual realidade sociocultural — destaca.
Na sequência, o professor doutor Júlio Emílio Diniz-Pereira, da UFMG, propôs questionamentos sobre a formação docente para a diversidade. Segundo ele, é necessário politizar esta formação tornando-a antirracista, anti-homofóbica, que não aceita a exclusão dos portadores de deficiência e contra a exploração de classes para uma sociedade verdadeiramente democrática. O desafio dos educadores, de acordo com Diniz-Pereira, é apreender elementos da cultura hegemônica de uma forma crítica, visando à transformação social.
— As transformações que estão acontecendo no Brasil mexem com as elites, que vêm sendo obrigadas a conviver com o diferente. Mas diferente do quê? Do homem branco, sem deficiências, cristão, falante da língua portuguesa. Precisamos formar educadores nos diversos coletivos étnicos, sociais, raciais, geracionais e do campo. Desta forma, a cultura diferente estará exposta e poderá ser apreendida pelos iguais — propõe.
Programação
Na terça-feira, às 10h30, terá a primeira conferência com pesquisador internacional desta edição. O professor doutor Hans-George Flickinger, da Universidade de Kassel, da Alemanha, fará sua exposição sobre a Teoria Crítica, Educação e Diversidade.
À tarde, a partir das 13h30, o professor doutor José Pedro Boufleuer, da Unijuí, abordará como A escola que avalia e é avaliada. Fechando a programação do dia, uma mesa redonda abordará os Planos de Educação: federal, estadual e municipal, com o professor doutor Paulo Henz, da Univali e Conselho Estadual de Educação; a professora doutora Leda Scheibe, da Unoesc/UFSC e a professora doutora Vera Lúcia Bazzo, da UFSC e do Fórum Estadual de Educação.
O colóquio termina na quarta-feira. De manhã, uma mesa redonda formada pelos professores doutores Luiz Carlos Bombassaro, da UFRGS, Amarildo Trevisan, da UFSM e Paulino Eidt, da Unoesc. A conferência de encerramento abordará “Os novos desafios para a educação de crianças”, com o professor doutor Agustín de La Herrán Gascón, da Universidade Autónoma de Madri, na Espanha.