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Graduação Xanxerê

Artes Visuais realiza exposição de experimentações em Gravura

As acadêmicas da 5ª e da 7ª fases do curso de Artes Visuais, do Campus de Xanxerê, estão realizando exposição de seus trabalhos na Biblioteca Pública Municipal de Xanxerê. Os trabalhos foram desenvolvidos durante o componente curricular de Gravura, ministrado pela professora Sandra Margarete Abello. Conforme explica a professora, a proposta do trabalho compreendeu os […]


As acadêmicas da 5ª e da 7ª fases do curso de Artes Visuais, do Campus de Xanxerê, estão realizando exposição de seus trabalhos na Biblioteca Pública Municipal de Xanxerê.

Os trabalhos foram desenvolvidos durante o componente curricular de Gravura, ministrado pela professora Sandra Margarete Abello.

Conforme explica a professora, a proposta do trabalho compreendeu os processos de manipulação das ferramentas específicas da linguagem da gravura. Assim, depois de ultrapassar a barreira do conhecimento dos aspectos técnicos e específicos, as acadêmicas foram instigadas a realizar um processo criativo que levasse em conta os universos imaginários que as circundam.

– O termo “gravura” é muito conhecido pela maioria das pessoas; no entanto, as várias modalidades que constituem esse gênero costumam confundir-se entre si, ou com outras formas de reprodução gráfica de imagens. Isso faz da gravura uma velha conhecida, da qual poucos sabem de fato – explica a professora.

Nesse sentido, observa ela, um carimbo pode ser a matriz de uma gravura. Mas quando esse “carimbo” é fruto da elaboração e manipulação minuciosa de um artista, há um “original” – uma matriz –, de onde surgirão as imagens que levarão um título, uma assinatura, a data e a numeração que a identificam dentro da produção desse artista: torna-se, então, um trabalho de arte.

Depois de impressa, cada gravura recebe a avaliação particular do artista, que corrige os efeitos visuais ou os tons e cores, ou, ainda, acrescenta ou elimina elementos que reforcem o caráter que quer dar à imagem.

– Quando a imagem chega ao “ponto”, define-se a quantidade de cópias para a edição. As gravuras editadas são assinadas, numeradas e datadas pelo próprio artista. Em geral, a numeração aparece no canto inferior esquerdo da gravura – 1/100 ou 32/50, por exemplo – isto indica o número do exemplar (1 ou 32) e quantas cópias foram produzidas daquela imagem (100 ou 50). O número de cópias varia muito e depende de fatores imprevisíveis, que vão desde a possibilidade técnica que cada modalidade permite, ou também da demanda “comercial”, ou do desejo do artista apenas – destaca a professora

Grandes edições não chegam a 300 cópias, mas, em geral, o número é muito menor, ficando por volta de 100. Gravuras em metal costumam ser as de menor tiragem, devido ao desgaste da matriz, que não costuma aguentar muito mais do que 50 cópias.

As gravuras estarão em exposição até o dia seis de agosto.

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