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Graduação Joaçaba

Apresentado diagnóstico para renaturalização do Rio do Tigre

JOAÇABA – Na última semana, a equipe envolvida na fase de diagnóstico do Projeto “Renaturalização do Rio do Tigre” apresentou as conclusões dessa etapa. Os resultados apresentados dizem respeito aos estudos hidrológico, de caracterização da vegetação e do solo na bacia hidrográfica do Rio do Tigre, ao monitoramento da qualidade das águas, ao levantamento socioambiental […]


JOAÇABA – Na última semana, a equipe envolvida na fase de diagnóstico do Projeto “Renaturalização do Rio do Tigre” apresentou as conclusões dessa etapa. Os resultados apresentados dizem respeito aos estudos hidrológico, de caracterização da vegetação e do solo na bacia hidrográfica do Rio do Tigre, ao monitoramento da qualidade das águas, ao levantamento socioambiental na zona rural e dos efluentes lançados no rio dentro do perímetro urbano.

O estudo hidrológico avaliou aspectos como morfologia, precipitação, vazão e bacias incrementais da área da Bacia Hidrográfica do Rio do Tigre. O estudo de caracterização da vegetação identificou a vegetação arbórea ocorrente na bacia do Rio do Tigre e as áreas degradadas ao logo da Área de Preservação Permanente do Rio, o que é necessário para a proposição de projetos de recuperação das áreas degradadas com subsídio científico.

O estudo de caracterização do solo classificou o solo da bacia e determinou a capacidade de absorção do solo, concluindo se tratar de um solo de baixa permeabilidade, o que implica em questões como o transporte de resíduos de esterqueiras para o rio e a pouca capacidade do solo em reter fluidos gerados em tratamentos de esgoto do tipo fossa ou sumidouro, o que também compromete a qualidade da água, entre outras conclusões.

O levantamento socioambiental identificou a realidade das propriedades rurais e do Distrito de Nova Petrópolis inseridas na bacia hidrográfica do Rio do Tigre, no que diz respeito a aspetos como ocupação das propriedades, renda e composição familiar, atividades econômicas, procedência da água, preservação da reserva legal, sistema de tratamento de dejetos de animais, esgoto domestico e destinação final, entre outros.

Por fim, o levantamento de efluentes lançados no Rio do Tigre através da rede pluvial no perímetro urbano (na área de abrangência da bacia hidrográfica do Rio do Tigre), verificou a cobertura da rede de esgoto em funcionamento e ampliações necessárias, avaliando questões como o número de ligações de água e esgoto, sistema viário e as principais redes de drenagem pluvial na área urbana.

A Unoesc Campus de Joaçaba foi a responsável pela elaboração do diagnóstico por meio de uma parceria estabelecida com a Prefeitura de Joaçaba. Conforme explica o coordenador geral desse trabalho, professor Sady Zago, os estudos elencados tinham por objetivo fazer um levantamento geral sobre a situação da bacia hidrográfica do Rio do Tigre, uma vez que os dados existentes até então são fragmentados em arquivos de diversos órgãos e instituições, o que dificultava a definição de ações que possam contribuir para a melhoria das condições ambientais do rio e para a exploração do seu potencial.

“A partir desse levantamento a administração municipal terá condições de elaborar projetos e implementar ações com embasamento consistente”, diz Sady, ressaltando que o diagnóstico é apenas o primeiro passo para a renaturalização.

Algumas ações futuras com base nos resultados encontrados já são sugeridas no próprio relatório apresentado na semana passada. Entre elas está o monitoramento da qualidade da água do Rio do Tigre, o que já vem sendo desenvolvido pela Unoesc por meio de oito pontos de coleta distribuídos estrategicamente dentro da área da bacia hidrográfica do Rio e que permite a identificação do índice de qualidade da água, a carga de matéria orgânica, os coliformes termotolerantes, entre outros indicadores. Além dessa iniciativa, o projeto recomenda outras 15 ações que são listadas ao final.

O projeto desenvolvido pela Unoesc teve a contribuição de uma equipe multidisciplinar constituída por 25 pessoas, entre professores e estudantes dos cursos de Ciências Biológicas, Serviço Social, Comunicação Social e Engenharia Civil. Também participaram da sua execução funcionários da Unoesc e da própria prefeitura, como o Secretário Municipal de Gestão Administrativa, Ricardo Grando, o responsável pelo Setor de Habitação, Sérgio Lazzarini, e a funcionária Sheila Sachetti.

A apresentação dos resultados do projeto à comunidade, no dia 25 de março, teve a presença do Diretor de Graduação da Unoesc Campus de Joaçaba, Ricardo Marcelo de Menezes, do prefeito de Joaçaba, Rafael Laske, do Secretário de Desenvolvimento Regional de Joaçaba, Jair Lorenzeti, do Secretário Ricardo Grando e de vereadores, entre outras lideranças.

Propostas para projetos futuros

Referentes à bacia hidrográfica
• Oficializar a nomenclatura dos afluentes do Rio do Tigre;
• Instalar estações de monitoramento de vazões;
• Implementação de uma rede de monitoramento continuo e sistemático, considerando os períodos chuvosos e de estiagem, com inclusão de outros parâmetros de qualidade da água;

Referentes às propriedades rurais e urbanas
• Restaurar as áreas degradadas usando método que estimula a regeneração natural da área.
• Baseado na baixa permeabilidade do solo, projetar e instalar sistemas de tratamento de efluentes eficiente. 

Referentes às propriedades rurais
• Manejo integrado dos dejetos suínos, visando a distribuição nas propriedades não produtoras;
• Programa de monitoramento da água das fontes nas propriedades;
• Projeto de estação de tratamento de esgoto coletivo na área urbana de Nova Petrópolis;
• Incentivo ao licenciamento ambiental das propriedades rurais;

Referentes à área urbana
• Fazer projetos para possíveis implantações de redes de esgoto nas áreas críticas, como nos bairros Jardim Cidade Alta e Anzolin;
• Após a definição do local da intervenção, monitorar mensalmente a qualidade da água;
• Fiscalizar e orientar a população quanto as ligação das edificações a rede de esgoto;
• Adequar o sistema de esgoto no loteamento João Pires (área intermediária), pois o sistema presente na região foi feito apenas para atender o loteamento e agora há indústrias, tornando o sistema subdimensionado;
• Estudar a viabilidade de projetar redes auxiliares nas áreas marginais ao rio do Tigre com pontos de bombeamento;
• Estudar a possibilidade de haver redes auxiliares no fundo dos terrenos em declive a fim de garantir que os efluentes sejam destinados para a rede de esgoto.

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