Acadêmicos praticam programação utilizando o Conding Dojo
XANXERÊ – Acadêmicos da 5ª fase do curso de Ciência da Computação simularam uma competição de programação. Isso ocorreu durante as aulas do componente curricular de Estrutura de Dados II, ministrado pelo professor Cristiano Agosti. Ao trabalhar com o conteúdo de Manipulação de Arquivos, o professor resolveu organizar um Condign Dojo (lê-se dojô) – uma […]
Publicado em 06/06/2011
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XANXERÊ – Acadêmicos da 5ª fase do curso de Ciência da Computação simularam uma competição de programação. Isso ocorreu durante as aulas do componente curricular de Estrutura de Dados II, ministrado pelo professor Cristiano Agosti.
Ao trabalhar com o conteúdo de Manipulação de Arquivos, o professor resolveu organizar um Condign Dojo (lê-se dojô) – uma prática de aprendizado contínuo de desenvolvimento de software, originada na França e baseada em treinos da luta marcial Judô.
Assim, o Dojo consiste em treinos constantes feitos em pequenos passos, a fim de obter uma maior agilidade na criação de programas. Dos formatos existentes para desenvolver o Dojo, foi adotado o Randori, que envolve um piloto e um copiloto resolvendo um problema em um computador com projetor, na frente de todos os espectadores; a cada intervalo de tempo (normalmente 5 minutos), o copiloto assume a programação, e alguém da plateia, o lugar do copiloto. Enquanto estiver sendo desenvolvido, ninguém poderá interromper, ficando a solução dependente de quem está pilotando. No final, quando os testes passarem, abre-se para comentários.
Resultados práticos
O problema passado aos acadêmicos de Ciência da Computação envolveu elaborar um programa que lesse dois arquivos binários (salbruto.bin e desc.bin), contendo, respectivamente, os salários brutos e os descontos de até 100 funcionários. Para cada registro, devia-se calcular o salário líquido, que é igual ao salário bruto menos os descontos, e gravá-lo no arquivo texto salliq.txt.
A saída dos resultados no arquivo texto foi utilizada como forma de testar os resultados obtidos e verificar se o programa atendia aos requisitos a serem implementados. No final, quando o teste passou, professor e acadêmicos discutiram os resultados alcançados sobre o problema e a técnica utilizada. Eles, então, chegaram a algumas considerações em relação à atividade: é uma forma muito interessante de socialização e troca de conhecimentos; possibilita a familiarização e fixação dos comandos e conceitos estudados; possibilita o trabalho de cooperação; como quem fica na plateia tem a oportunidade de pesquisar possíveis soluções para o problema, existe também um reforço de aprendizado e de descobertas de novas alternativas; percebe-se algumas necessidades que normalmente só se sente quando se está atuando profissionalmente, no caso da documentação do código; os acadêmicos tiveram a experiência do “trabalho sobre pressão”; foi treinado o raciocínio lógico para a solução do problema.
“A ideia para realizar o Dojo foi sugerida pelo Junior Dal Prá, colega analista de sistemas da Cooperalfa, em Chapecó, e serviu como uma forma de entender essa técnica para futuras reuniões entre Universidade e empresas”, explica o professor. Nesse aspecto, ele avalia que a atividade atingiu seus objetivos.