Acadêmicos de Psicologia participam de palestra com autores do livro “O Capa-Branca”
Os acadêmicos de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste participaram, recentemente, de uma palestra com os autores do livro “O Capa-Branca”: jornalista Daniel Navarro Sonim e o enfermeiro e ex-interno do Hospital Psiquiátrico Juquery, Walter Farias. Durante a palestra, Walter relatou as suas experiências como profissional e como interno do hospital psiquiátrico. Segundo a […]
Publicado em 02/07/2019
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Os acadêmicos de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste participaram, recentemente, de uma palestra com os autores do livro “O Capa-Branca”: jornalista Daniel Navarro Sonim e o enfermeiro e ex-interno do Hospital Psiquiátrico Juquery, Walter Farias. Durante a palestra, Walter relatou as suas experiências como profissional e como interno do hospital psiquiátrico.
Segundo a coordenadora do curso, professora Lisandra Antunes de Oliveira, a atividade promoveu a discussão sobre os limites entre realidade e loucura, desmistificou a rotina nos manicômios e promoveu o debate sobre a reforma psiquiátrica.
— É fundamental entrar em contato com pessoas que vivem a Saúde Mental para entender o dia a dia da profissão do psicólogo em diversos espaços. Além disso, a atividade proporcionou o contato direto com um paciente psiquiátrico e também possibilitou entender que é possível a ressocialização depois de uma internação psiquiátrica — avalia a professora.
O acadêmico Elienay Brandão de Oliveira conta que a história de Walter Farias, desde a sua trajetória pessoal até como ele foi parar de funcionário a paciente de um dos maiores hospitais psiquiátricos, chamou a atenção.
— Esse é um debate extremamente importante no ambiente acadêmico, tendo em vista que, atualmente, a reforma psiquiátrica, resultado da Luta Antimanicomial brasileira, está sendo ameaçada pela ‘nova política de saúde mental’, que resgata práticas de caráter punitivo e higienista da lógica manicomial. É necessário conhecer as violações de direitos, que ocorreram nos manicômios para que não se repitam nunca mais — conclui o acadêmico.