Acadêmicos de Letras exercitam a argumentação ao produzir crônicas
Acadêmicos da 2ª fase do curso de Letras, do Campus de Xanxerê, produziram crônicas. A atividade aconteceu no componente curricular de Língua Portuguesa II, ministrado pelo professor Ulisses Junior Longhi.Inicialmente, para conhecer e compreender os mecanismos de elaboração desse gênero discursivo, os acadêmicos leram crônicas publicadas no Diário Catarinense. Na sequência, fizeram uma análise das […]
Publicado em 04/11/2011
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Acadêmicos da 2ª fase do curso de Letras, do Campus de Xanxerê, produziram crônicas. A atividade aconteceu no componente curricular de Língua Portuguesa II, ministrado pelo professor Ulisses Junior Longhi.
Inicialmente, para conhecer e compreender os mecanismos de elaboração desse gênero discursivo, os acadêmicos leram crônicas publicadas no Diário Catarinense. Na sequência, fizeram uma análise das características dos textos, observando, por exemplo, que a crônica aborda fatos do cotidiano, explorando-os de forma crítica, divertida e irônica.
Posteriormente, organizados em duplas, os acadêmicos produziram suas próprias crônicas, que trataram de diversos temas, tais como a importância da leitura, a tecnologia no cotidiano, bons costumes, a sorte para “vencer” na vida, cuidados com a natureza, o dia a dia de um universitário, as influências da moda, entre outros.
Na etapa seguinte, fizeram a análise dos textos produzidos, verificando tanto aspectos de sentido (coesão e coerência textuais) quanto gramaticais, com o objetivo de melhorar as produções que, a seguir, foram reescritas.
Capacidade argumentativa
A crônica, observa o professor Ulisses, é um texto muito importante a ser trabalhado no curso de Letras, pois exercita a capacidade argumentativa dos acadêmicos. “Por ser um texto da área do jornalismo, influenciado pela literatura e redigido de forma livre e pessoal, ainda abordando fatos do cotidiano, a crônica possibilita exercer uma expansiva criatividade na escrita”, complementa.
Em sua avaliação, a atividade alcançou os objetivos, pois os acadêmicos conseguiram produzir boas crônicas que, inclusive, estariam aptas à publicação. “Pensamos em viabilizar as produções em um blog, como forma de possibilitar que outras pessoas possam usufruir dessa leitura descontraída”, destaca.
Aprendizado relevante
Para a acadêmica Giliane dos Reis Miranda, a produção de crônicas possibilitou escrever com mais sensibilidade e liberdade. “A crônica atinge, além do intelecto, as emoções, por ser geralmente acompanhada de humor, crítica, ironia e reflexão”, considera.
Ela também analisa que esse gênero discursivo, embora constitua um texto descontraído, “aguça a nossa percepção, porque capta detalhes muitas vezes ofuscados pela rotina”.
O colega Ademir Giraldello compartilha da opinião sobre o aprendizado proporcionado pela crônica. “A experiência de fazer uma crônica foi muito boa. Levando em consideração as suas características, ela permite expormos um ponto de vista pessoal a respeito de um assunto que transpassa o circunstancial, ou seja, refletir além do convencional”, avalia.
Ele observa ainda que “a atividade exige mostrar aos nossos interlocutores, de outro ângulo, uma visão além do que os olhos veem, induzindo-os à reflexão”.