Acadêmicos de Engenharia de Alimentos debateram tema polêmico
O Curso de Engenharia de Alimentos da Unoesc, Campus de São Miguel do Oeste, encerrou nesta terça-feira, 07, uma sequência de palestras que iniciaram no último sábado. Os acadêmicos do curso tiveram a oportunidade de discutir e debater temas ligados à área de alimentos, como foi o caso da palestra com a professora Márcia Cattanio, […]
Publicado em 09/06/2011
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O Curso de Engenharia de Alimentos da Unoesc, Campus de São Miguel do Oeste, encerrou nesta terça-feira, 07, uma sequência de palestras que iniciaram no último sábado. Os acadêmicos do curso tiveram a oportunidade de discutir e debater temas ligados à área de alimentos, como foi o caso da palestra com a professora Márcia Cattanio, que teve como tema “A qualidade do leite e a normativa 51”.
De acordo com a palestrante, a normativa 51, ao contrário do que pensam alguns produtores, não requer investimentos em tecnologia e, sim, uma mudança no método de manipulação do leite. “Existem estudos indicando leite tirado à mão com uma qualidade excepcional, não depende de instalação, não depende de equipamento e não depende de investimento, depende de trabalho e rotina”, falou.
De acordo com a coordenadora do curso, professora Eliane de Carli, a ideia de realizar as palestras surgiu de sugestões dos estudantes, que na sua grande maioria já atuam como técnicos de alimentos ou trabalham nas indústrias. “A instrução normativa 51 já está em vigor há 10 anos, e já tínhamos pedidos de acadêmicos para que fizéssemos alguma coisa referente a isso, porque é um assunto polêmico e que está desde 2002 sendo discutido, mas existem muitas dúvidas ainda. Então, realizamos esta palestra justamente para auxiliar nestas informações”, explicou.
Para a acadêmica Sônia Portela, que está no 1º semestre do curso, a possibilidade de discutir um tema polêmico e manter contato com profissionais da área é um privilégio. “Eu trabalho dentro de uma empresa que compra e tem todo interesse de que o produtor entregue o leite com mais qualidade. Esta norma já está em vigor há 10 anos, acho muito bom poder discutir este assunto aqui e poder depois esclarecer ainda mais o produtor”, comentou.
Outras duas palestras ocorreram nesta semana. Na segunda-feira, 06, foi a vez do Conselho Regional de Química (CRQ) debater com os acadêmicos, e na terça-feira, 07, a palestra foi com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).
“Estes são os dois conselhos que o nosso futuro profissional pode atuar. O objetivo das palestras é justamente passar para os acadêmicos as competências e habilidades do nosso acadêmico, o futuro engenheiro, perante o conselho que ele vai atuar. Estando na indústria, ele precisa ter a carteirinha para atuar, então que ele possa escolher depois qual dos conselhos que ele queira participar”, finalizou a coordenadora.