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Graduação Estudante Joaçaba Xanxerê São Miguel do Oeste

Acadêmicos de Educação Física são aprovados como árbitros da Federação Catarinense de Futebol

Quatro estudantes de graduação do curso de Educação Física, dos campi de São Miguel do Oeste e de Xanxerê, comemoram sua aprovação na seletiva de arbitragem realizada pela Federação Catarinense de Futebol (FCF). Elis Carla Guerra (33 anos), Ericles Isaura Artuzi (19), Tamiris Rodrigues Marmentini (23) e Everton Coli (28) participaram, de agosto a novembro […]


Quatro estudantes de graduação do curso de Educação Física, dos campi de São Miguel do Oeste e de Xanxerê, comemoram sua aprovação na seletiva de arbitragem realizada pela Federação Catarinense de Futebol (FCF).

Elis Carla Guerra (33 anos), Ericles Isaura Artuzi (19), Tamiris Rodrigues Marmentini (23) e Everton Coli (28) participaram, de agosto a novembro do ano passado, do curso de Arbitragem Gilberto Nahas, promovido pela FCF em parceria com o Sindicato de Árbitros (Sinafesc), em Chapecó.

Mais recentemente, em 15 e 16 de janeiro, eles realizaram testes físicos e teóricos, em Itajaí, também obtendo aprovação, o que os habilita a atuarem em jogos do Campeonato Catarinense, além de campeonatos juvenis promovidos pela FCF. E os testes físicos, especificamente, foram dignos de atletas profissionais: provas de seis tiros de 40 metros, no tempo de 6,6 segundos, e 24 tiros de 150 metros, em 35 segundos.

No último dia 29 de janeiro, ocorreu, em Florianópolis, a formatura dos novos árbitros, com entrega de certificados.

Vidas ligadas ao esporte

Um aspecto em comum, além de cursarem Educação Física na mesma universidade, une os quatro novos árbitros: o gosto pela arbitragem, seja motivado pelos familiares, seja pelos professores do curso da Unoesc.

Ericles, que é acadêmica da 7ª fase do Bacharelado na Unoesc Xanxerê, fez os testes para árbitra assistente (bandeirinha). Ela começou a atuar, na Liga Chapecoense de Futebol de Campo, como delegada de jogo, com apenas 17 anos, e se identificou com a função. Neste ano, ela vai arbitrar na Liga em Xanxerê.

— Já aconteceu de mulheres na torcida questionarem minha presença em campo como árbitra. Hoje, isso [uma árbitra] é mais bem aceito. Já os jogadores respeitam a arbitragem feminina — revela.

Tamiris, também acadêmica da Unoesc Xanxerê, cursando a 3ª fase da Licenciatura, escolheu ser árbitra pelo bom campo de trabalho que a área proporciona. Ela já atuou em diversos campeonatos e pretende rumos mais altos: alcançar o posto de árbitra Fifa.

— Não participei de jogos complicados, mas já aconteceu de torcedores questionarem minha atuação. Acho que é questão de tempo vencer esse preconceito — avalia.

Ela fez os testes para árbitra e, neste ano, vai atuar na Liga em Xanxerê, em jogos de futebol de campo, e em Chapecó, jogos de futebol sete.

Everton, igualmente acadêmico de Licenciatura (3ª fase) na Unoesc Xanxerê, trabalhará na Liga de Xanxerê, em partidas de futebol amador, e, no estado, com juniores e juvenis, nos estaduais organizados pela FCF, atuando como árbitro e quarto árbitro.

— Meu ingresso na arbitragem deu-se em 2015, com o convite de amigos para apitar jogos amadores na região de São Domingos. Assim que tive a possibilidade de fazer o curso de Arbitragem, não medi esforços para participar. Hoje, é uma grande felicidade ter um diploma de árbitro — revela.

Elis, por sua vez, é acadêmica da 7ª fase de Licenciatura na Unoesc São Miguel do Oeste. Ela ainda não atuava como árbitra, mas, a partir de agora, trabalhará nos jogos escolares da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) e em campeonatos locais, havendo ainda a previsão de arbitrar em regionais, como o Campeonato Estadual de Amadores 2016.

— Sempre gostei e joguei futebol. Quando comecei a universidade, foram surgindo cursos e eu fui participando deles. Hoje, já estou inscrita como árbitra assistente na Associação Regional de Árbitros na Cidade de São Miguel do Oeste (Araf) — afirma.

Algumas características, segundo os novos árbitros, devem fazer parte do perfil profissional de um juiz de futebol: seriedade, confiança, postura, boa capacidade física, inteligência para tomar decisões rápidas. E, fundamentalmente, gostar do que faz.

Todos também são unânimes em outro aspecto: está valendo a pena cursar Educação Física na Unoesc, em virtude de o curso abrir muitas portas para o futuro profissional. Inclusive, pretendem fazer pós-graduação em sua área de estudos.

Egresso da Unoesc é árbitro assistente da Federação Catarinense de Futebol e da CBF

O egresso do curso de Educação Física da Unoesc Joaçaba, Clair Dapper, também atua como árbitro assistente pela FCF, desde 2005. Além dessa função, em 2015 Clair entrou para o quadro de árbitros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O árbitro conduziu diversas partidas, entre elas Chapecoense x Goiás, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Clair formou-se em 2012 e, recentemente, encerrou sua especialização em Personal Trainer, também pela Unoesc Joaçaba.

— Sempre gostei de esportes e de jogar futebol amador nos finais de semana. Nesses jogos, sempre faltava alguém para apitar ou ser bandeirinha, e eu sempre me prontificava. Em uma dessas oportunidades, recebi o convite da Liga Esportiva Oeste Catarinense para trabalhar com eles em campeonatos amadores da região. No ano seguinte, em 2005, fui aprovado pela FCF e estou até hoje. Em 2015, fiz a prova da CBF e também fui aprovado — comenta Clair, sobre sua trajetória.

Estudante de Odontologia também integra quadro da FCF

Não é apenas quem cursa ou é formado em Educação Física que pode ser árbitro. Prova disso é o estudante de Odontologia, da Unoesc Joaçaba, Alex Lorenzet, que, desde 2014, integra o quadro da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

— Desde a infância, sempre jogava futebol e passei pela base de clubes das equipes de Joinville e Concórdia. Meu sonho era ser jogador, mas como não deu certo, por influência de amigos, entrei para a arbitragem, na qual me identifiquei e não pretendo largar tão cedo — comentou Alex.

O estudante, que cursa a 8ª fase de Odontologia, disse que é possível conciliar ambas as profissões.

— Quando há sonhos, para tudo se arruma um jeito. Será um prazer conciliar as duas profissões — complementou.

Êxito como fator motivador

A coordenadora do curso de Educação Física em São Miguel do Oeste, professora Andréa Jaqueline Prates Ribeiro, ressalta que o curso contribui para a aprovação dos acadêmicos em testes dessa natureza em virtude de que o estudante consegue ter o domínio de instrumentos, métodos e técnicas que permitam desenvolver sua profissão.

— O curso, afinal, propicia ao acadêmico/profissional a preparação para saber planejar e coordenar experiências de aprendizagem, adaptado à realidade. Além disso, possibilita a identificação das necessidades educacionais no âmbito regional e local, de forma que o acadêmico está sempre atualizado no campo de ensino formal e não-formal — avalia.

Para ela, a aprovação da Elis reforça o compromisso que o curso tem com a qualidade de ensino, proporcionando professores capacitados, infraestrutura física adequada, material didático e metodologias de ensino inovadoras.

Já a coordenadora do curso em Xanxerê, professora Deonilde Balduino, acredita que essas experiências exitosas dos acadêmicos servem de fator motivador para que outros estudantes busquem inserção no mercado de trabalho, por acreditarem estar aptos e terem recebido conhecimentos teórico-práticos que os gabaritem a concorrer e vencer seus desafios.

— Ressalto que o que prepondera nessas circunstâncias é o comprometimento dos professores que, desde o início da formação, propiciam aos educandos o conhecimento nos diversos campos que eles podem atuar e os instrumentalizem para isso — analisa.

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