Acadêmica de Engenharia Bioenergética retorna da Alemanha
A acadêmica Camila Rodrigues, da 10ª fase do curso de Engenharia Bioenergética, do Campus de Xanxerê, retornou, recentemente, de um intercâmbio na Alemanha. Camila partiu para a Alemanha em maio deste ano, através do programa de Mobilidade Acadêmica da Unoesc. De lá até o final do mês de novembro (seis meses), ela realizou seu estágio […]
Publicado em 19/12/2012
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A acadêmica Camila Rodrigues, da 10ª fase do curso de Engenharia Bioenergética, do Campus de Xanxerê, retornou, recentemente, de um intercâmbio na Alemanha.
Camila partiu para a Alemanha em maio deste ano, através do programa de Mobilidade Acadêmica da Unoesc. De lá até o final do mês de novembro (seis meses), ela realizou seu estágio em uma fazenda em Soltau (Norte do país).
Na fazenda, Camila desenvolvia diversos trabalhos, exercendo atividades diárias com suinocultura e com biogás. Para se ter uma ideia, a fazenda, com apenas oito trabalhadores (incluindo Camila e mais quatro intercambistas de outros países), possui 540 matrizes suínas e 110 hectares de área plantada de milho (utilizado como silagem para abastecer o biogás).
Ela afirma que sempre sonhou em ir para a Alemanha, em virtude de ser um país pioneiro na utilização de biogás.
– Aí, surgiu a possibilidade através do programa de Mobilidade Acadêmica da Unoesc. Não pensei duas vezes em aproveitar essa oportunidade – destaca.
Dificuldades e vantagens
Segundo a acadêmica, a experiência no exterior foi muito enriquecedora.
– Foi nota dez. Uma experiência extraordinária, pelo conhecimento que adquiri. Avalio que cresci pessoal e profissionalmente, além de ter nesse período, como principal lição, a necessidade de ser mais persistente, sempre – analisa.
Camila relata que o seu estágio no exterior reservou algumas (salutares) dificuldades.
– O ritmo na fazenda é bastante puxado: eu acordava em torno das 5h30min e finalizava as atividades às 18 horas, muito exausta, mas realizada.
Por outro lado, também passou por experiências significativas, como conhecer outros países – Bélgica, Holanda e França – em momentos de folga.
– Além disso, ganhei um curso de qualificação para trabalhar em plantas de biogás (com 27 horas de formação), em Nienburg – observa, acrescentando que também foi muito enriquecedora sua visita a uma das consideradas maiores empresas do mundo na construção de planta de biogás (que envolve motor gerador e biodigestores anaeróbicos), a MT-Energie. Em março, inclusive, há a possibilidade de Camila atuar profissionalmente com uma sucursal brasileira dessa empresa, em Foz do Iguaçu.
E o que chamou a atenção da Camila em termos de aspectos culturais do povo de lá?
– A alimentação e os costumes locais. As pessoas que moram no Norte da Alemanha são muito pragmáticas e reservadas, mas o brasileiro é bem visto por eles, pela disposição que temos para a alegria e o trabalho – finaliza.
Mobilidade Acadêmica
A possibilidade de realizar Estágio Curricular do curso de Engenharia Bioenergética na Alemanha foi viabilizada após a Coordenadoria de Mobilidade Acadêmica e Cooperação Internacional, do Campus de Xanxerê, firmar convênio com a Deula/Brasil/Alemanha.
O Intercâmbio Unoesc objetiva proporcionar oportunidades de estudos no exterior aos estudantes, aos professores e aos técnicos-administrativos, os quais são estimulados e motivados a desenvolverem competências pessoais e acadêmicas, a partir da vivência internacional e do aprendizado advindo da diversidade cultural e de métodos observados. Nesse sentido, o programa desenvolve atividades de cooperação internacional, promovendo a articulação e fomento dos convênios internacionais com outras instituições de ensino superior e parceiros.
Mais informações sobre o Programa de Mobilidade Acadêmica da Unoesc podem ser obtidas em: http://intercambio.unoesc.edu.br/.