Visitação pedagógica: as empresas como centros de conhecimento
O empresário é agente de desenvolvimento e gerador de conhecimento. Sua empresa é um laboratório de ideias e um centro de conhecimento aplicado. Visitar esse universo é altamente pedagógico. Ciente dessa realidade, a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc, unidade de Chapecó), a Fundação de Amparo à Pesquisa de SC (Fapesc) e a Secretaria […]
Publicado em 27/07/2010
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O empresário é agente de desenvolvimento e gerador de conhecimento. Sua empresa é um laboratório de ideias e um centro de conhecimento aplicado. Visitar esse universo é altamente pedagógico. Ciente dessa realidade, a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc, unidade de Chapecó), a Fundação de Amparo à Pesquisa de SC (Fapesc) e a Secretaria de Desenvolvimento Regional planejaram a criação de um pólo regional qualificado para receber visitação técnica e acadêmica.
Essa iniciativa, pioneira em Santa Catarina, tem o apoio da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic). Os professores Jeancarlo Zuanazzi e Sérgio Migliorini coordenarão as atividades.
Autor do projeto, o diretor geral da unidade de Chapecó da Unoesc, professor Eliandro Gustavo Bortoluzzi, expõe a dimensão e os objetivos desse projeto.
Qual é o objetivo geral desse projeto?
Eliandro Gustavo Bortoluzzi – Criar um pólo regional de empreendimentos qualificados para a visitação de técnicos e universitários e, ao mesmo tempo, incrementar o turismo de negócios e disseminar as boas práticas de competitividade empresarial, profissional e pessoal.
As empresas também são detentoras do conhecimento?
Bortoluzzi – Sem dúvida. As empresas reúnem os fatores de produção – recursos naturais, capital, trabalho e capacidade empresarial – e cumprem objetivos sociais e econômicos ao gerarem riquezas (produtos), renda, empregos e tributos. Ao viabilizar os objetivos da empresa e do empreendimento, o empresário coloca em ação seu talento e suas habilidades, fazendo uso do conhecimento e da sabedoria acumulada em muitos anos. Esse substrato de experiência e conhecimento interessa aos acadêmicos, aos empresários, aos empreendedores e aos estudiosos de administração, economia e ciências afins.
Quais os resultados esperados com a implantação desse projeto?
Bortoluzzi – Atrair novos negócios pelo conhecimento da potencialidade e competência da região; capacitar as organizações e seus profissionais para o atendimento qualificado em visitas técnicas; criar uma central de agendamento de visitas às empresas qualificadas e coordenadas pelas associações empresariais e promover a divulgação do pólo de visitação e das empresas selecionadas. Com isso, vamos tornar a região de SDR Chapecó uma referência em organizações qualificadas para receberem a visitação empresarial. Efeitos paralelos perceptíveis serão o incremento da ocupação hoteleira, a geração de movimento econômico, a criação de empregos e capacitação dos participantes do projeto.
É possível avaliar os impactos socioeconômicos esperados?
Bortoluzzi – Os impactos previstos são a geração de 32 empregos diretos, justificado pela dinâmica hoteleira; a geração de renda de 345,6 mil reais em salários e 768 mil reais em alimentação e hospedagem. Isso com a efetivação de 50% das visitas com desembolso médio de 120 reais ao dia. Também haverá incremento no turismo regional com 12.800 visitantes anuais, consideradas 32 visitas mensais por 40 alunos, em dez meses. Outro resultado positivo será o intercâmbio de novas tecnologias.
Quantas empresas participarão desse projeto?
Bortoluzzi – O projeto nem foi lançado e já há forte adesão das empresas. Na primeira fase, 17 empresas de diversos setores da economia nos municípios de Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Guatambu e Nova Itaberaba participarão da visitação orientada.
Somente grandes empresas podem participar?
Bortoluzzi – Microempresas e empresas de pequeno, médio e grande porte poderão participar. Basta que tenha um diferencial competitivo ou reconhecida competência em sua área de atuação.
Quais os ganhos reais das empresas em participar desse programa?
Bortoluzzi – As empresas terão ganhos efetivos em sua imagem corporativa, na capacitação de seus recursos humanos, na abertura de novas frentes de relacionamento e na difusão de seus produtos, marcas, conceitos, missão e valores a um público altamente qualificado e formador de opinião.
Quais os investimentos previstos?
Bortoluzzi – A Unoesc participará com 80 mil reais e a Fapesc com 84 mil reais.
Qual o período em que será desenvolvido o projeto?
Bortoluzzi – Será desenvolvido em 12 meses. Em maio, junho e julho elaboramos o planejamento, fechamos as parcerias com as Associações Comerciais e Industriais e iniciamos a indicação e qualificação da empresa-piloto. Até abril de 2011 serão cumpridas as demais etapas: seleção dos empreendimentos a serem visitados, capacitação das empresas, desenvolvimento do sistema de divulgação e agendamento, produção de material audiovisual das empresas do pólo etc.
MARCOS A. BEDIN
Registro de jornalista profissional MTE SC-00085-JP
Matrícula SJPSC 0172
MB Comunicação Empresarial/Organizacional