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Unoesc recebe desembargadora de SC para palestra sobre prevenção e combate à violência contra mulher

O curso de Direito da Unoesc Joaçaba, juntamente com o Movimento Carolina Mattos, realizou na noite desta terça-feira (9), o 1° Seminário de prevenção e combate à violência contra a mulher. O evento foi idealizado para inibir novos casos de violência e gerar uma sociedade mais preocupada com o próximo. Para discutir o assunto, a […]


O curso de Direito da Unoesc Joaçaba, juntamente com o Movimento Carolina Mattos, realizou na noite desta terça-feira (9), o 1° Seminário de prevenção e combate à violência contra a mulher. O evento foi idealizado para inibir novos casos de violência e gerar uma sociedade mais preocupada com o próximo. Para discutir o assunto, a universidade recebeu a desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer.

O seminário, conduzido pelo professor do curso de Direito, Roni Edson Fabro, contou com o pronunciamento da coordenadora do curso, Magda Cristiane Detsch da Silva, bem como da diretora de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Jéssica Romeiro Mota, que representava o reitor da Unoesc no evento. Entre os presentes no seminário, estavam a vice-presidente da subseção da OAB de Joaçaba, Elisangela Schaitel, o juiz da 1ª Vara Cível de Joaçaba, Alexandre Dietrich Buhr, e o prefeito de Capinzal, Andevir Isganzella.

A palestrante convidada, desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt, apresentou a definição e as formas de violência, abordou o contexto histórico com o objetivo de entender a violência contra mulher e trouxe dados da violência dentro dos lares e, principalmente, contra as mulheres.

Magda Cristiane Detsch da Silva afirmou que, apesar dos avanços desde 2006 com a Lei Maria da Penha, é preciso uma mudança cultural, além de uma reflexão mais profunda sobre o que cada um está, efetivamente, fazendo para prevenir e combater a violência contra a mulher. Já a professora Jéssica Romeiro Mota mencionou um dado preocupante da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual sete em cada dez mulheres são ou serão vítimas de violência moral, sexual ou física.

A desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer comentou que, mesmo tendo 26 anos de magistratura, é importante entender que cada ocorrência não é só um número de processo e muito menos uma estatística no final do mês.

— Nós estamos lidando com pessoas, cada história que nos chega merece ser lida, entendida e resolvida, garantindo assim o direito de todos — ressaltou.

Movimento Carolina Mattos

Os idealizadores do Movimento Carolina Mattos, os acadêmicos do curso de Direito, André Luiz Bernardi e Maria Theresa Barison, buscam levar para a sociedade, por meio da educação e da conscientização, o tema “Violência contra a mulher também é problema seu”.

O Movimento surgiu devido à morte da acadêmica de Fisioterapia, de 18 anos, Carolina Mattos. O corpo da jovem foi encontrado em 25 de junho em um matagal, a menos de 1 km do ponto de ônibus que utilizava para ir de Capinzal até à universidade. De acordo com o laudo pericial a morte foi causada por asfixia.

O caso despertou os jovens a buscarem a formação de cidadãos conscientes e a união para que a violência contra a mulher não seja algo cultural ou normal. Além deste seminário, o movimento já promoveu uma passeata em Capinzal e Ouro, no dia 23 de julho.

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