Unoesc realiza 1º Encontro de intérpretes e coordenadores do Núcleo de Apoio Pedagógico
Ocorreu, na manhã de sexta-feira (7), o 1º Encontro de intérpretes e de coordenadores do Núcleo de Apoio Pedagógico. A capacitação, realizada na Unoesc Joaçaba, foi organizada pelos setores de Desenvolvimento Humano (DH), Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) e Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI). Com a presença de […]
Publicado em 11/04/2017
Por Unoesc
Ocorreu, na manhã de sexta-feira (7), o 1º Encontro de intérpretes e de coordenadores do Núcleo de Apoio Pedagógico. A capacitação, realizada na Unoesc Joaçaba, foi organizada pelos setores de Desenvolvimento Humano (DH), Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) e Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI). Com a presença de coordenadores do NAP e intérpretes de todos os campi, foi possível traçar novas estratégias para aumentar a eficiência na comunicação entre professor e aluno com deficiência e desta forma ampliar a inclusão.
Inicialmente, a coordenadora do DH, Lígia Kruhs Zulian, desejou boas-vindas e ressaltou a importância de um trabalho em conjunto, com o apoio da Pró-reitoria de Graduação, para melhor atender às necessidades dos estudantes com deficiência.
— O objetivo principal do encontro é entender a comunicação em sala de aula entre intérprete, acadêmico e professor. É importante que todos os campi estejam trabalhando da mesma forma, já que a empresa e os objetivos são os mesmos. Só a troca de informações das situações que ocorrem em cada campus, já ajuda a identificar a melhor forma de se comunicar e atender os nossos estudantes com deficiência — avaliou Lígia Kruhs Zulian.
Em seguida, a coordenadora do SAE, Fernanda Regensburger Poletto, apresentou alguns gráficos sobre o número de acadêmicos com deficiência na instituição. No total, a Unoesc possui 119 estudantes com algum tipo de deficiência. São 12 em Chapecó, 58 em Joaçaba, 13 em São Miguel do Oeste, 16 em Videira, 13 em Xanxerê e 7 na Unoesc Virtual (Educação a Distância). Entre as deficiências identificadas, estão: auditiva, visual, intelectual, física (não-cadeirante), cadeirante e dificuldade de aprendizado (dislexia e Tdah).
— Precisamos estar preparados para trabalhar com esse público, porque a tendência desse número é aumentar a cada ano. Com um trabalho conjunto e de qualidade, teremos condições de cumprir a missão da universidade de incluir e formar pessoas que contribuam com o desenvolvimento regional — destacou Fernanda Regensburger Poletto.
Posteriormente, a coordenadora institucional do NAP, professora Elisabeth Hafner Facin, afirmou que por meio desse encontro, o NAP conseguirá captar as dificuldades que as intérpretes têm em sala de aula e planejar capacitações para auxiliar os professores.
— Pretendemos entender as dificuldades que as intérpretes encontram em sala de aula, para tentar ajudá-las. Queremos, também, conhecer mais sobre o estudante surdo e, dessa forma, estruturar formações para os docentes que são afetos as essas deficiências. Com o apoio do NAP, conseguiremos ir adiante — declarou a coordenadora Elisabeth Hafner Facin.
Logo depois, as professoras da Unoesc, Regina Oneda Mello, como coordenadora do NAP, e Mara Regina Heberle, como intérprete, relataram sobre as experiências em sala de aula com acadêmicos deficientes na Unoesc Joaçaba, desde 2013. As professoras já trabalharam com estudantes nos cursos de Publicidade e Propaganda, Administração, Ciências Contábeis e Direito. Além disso, elas comentaram sobre a elaboração da cartilha “Orientações sobre o jeito de cada um conviver” e destacaram a parceria entre professor, NAP e intérprete como fator essencial dentro desse processo de inclusão.
— É fundamental a parceria entre professor, NAP e intérprete. Uma boa relação, planejamento, adaptação dos currículos e conteúdos, sem abrir mão da igualdade na realização de todas as atividades, facilitará esse processo — observou a coordenadora Regina Oneda Mello, ao destacar que quando o professor relata as fragilidades do cotidiano, o NAP consegue ajudar melhor.
Para a professora Mara Regina Heberle, que atua como intérprete na Unoesc Joaçaba, a ideia é adaptar os trabalhos dentro do processo de ensino-aprendizagem, desde que o acadêmico tenha uma participação efetiva, sem que o intérprete ou professor faça por ele.
Na sequência, as psicólogas do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), Ana Patricia Parizotto, Rita Biolchi Trevisol e Patrícia Aparecida Pedroso, falaram sobre o Código de Ética do Intérprete de Libras. Esse código é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação, que é intermediar determinadas intenções conversacionais e discursivas. Nestas interações, o intérprete tem a responsabilidade pela veracidade e fidelidade das informações.