Unoesc participa do 5º Festival Afrocultural e reforça compromisso com a educação antirracista
Publicado em 28/11/2025
Por Imprensa São Miguel d'Oeste
A Unoesc participou do 5º Festival Afrocultural de São Miguel do Oeste, realizado no Dia da Consciência Negra, evento que se consolidou como um dos principais espaços regionais voltados à valorização das identidades afro-brasileiras e ao debate sobre igualdade racial. A programação reuniu representantes de instituições de ensino, lideranças quilombolas e indígenas, autoridades municipais e comunidade em geral.
A abertura oficial destacou o significado histórico da data e reafirmou o compromisso coletivo com o enfrentamento ao racismo e com a preservação das memórias que compõem a diversidade cultural brasileira. Na sequência, o público participou de oficinas de Arte em Taquara, Raízes Vivas e Sabores da Ancestralidade, que proporcionaram vivências práticas relacionadas às expressões culturais afro-brasileiras e a saberes tradicionais transmitidos entre gerações.
No período da tarde, o festival ampliou as atividades com apresentações de danças indígenas, rodas de capoeira, samba e pagode, além de rodas de conversa que promoveram integração comunitária e reconhecimento das manifestações artísticas vinculadas à resistência e à ancestralidade.
A Unoesc esteve presente com os cursos de Agronomia, Biomedicina, Ciência da Computação, Design, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Pedagogia e Psicologia. As equipes desenvolveram ações educativas voltadas à promoção da equidade, da inclusão social e da conscientização sobre o enfrentamento ao racismo, alinhadas às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e ao Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
A professora Lígia Pietro, que acompanhou as atividades, avaliou o impacto da ação na comunidade.
— O Festival Afrocultural fortaleceu o Dia da Consciência Negra ao criar um espaço vivo de aprendizado e valorização das raízes afro-brasileiras. As oficinas e apresentações promoveram reflexão, diálogo e reconhecimento da diversidade cultural. O resultado foi um movimento comunitário de respeito, inclusão e celebração da identidade negra — destacou Lígia.
A estudante do curso de Pedagogia, Andressa Maria Radtke, também compartilhou sua percepção sobre a experiência.
— Participar do Festival foi muito especial. O evento trouxe aprendizado, troca e valorização cultural, fortalecendo o respeito e a diversidade. Participei da oficina de Arte em Taquara e fiquei admirada com o conhecimento ancestral indígena. Saí com muitas reflexões e grata por ter participado — afirmou Andressa.





