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Graduação Joaçaba

Unoesc conclui sindicância e responsabiliza envolvidos em trote

A Reitoria da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) divulgou nesta terça-feira o resultado da sindicância interna que investigou um trote realizado no dia 9 de março por acadêmicos de um curso de graduação do Campus de Joaçaba. A sindicância foi aberta em função de que alguns ingressantes sofreram queimaduras em decorrência dos produtos […]


A Reitoria da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) divulgou nesta terça-feira o resultado da sindicância interna que investigou um trote realizado no dia 9 de março por acadêmicos de um curso de graduação do Campus de Joaçaba. A sindicância foi aberta em função de que alguns ingressantes sofreram queimaduras em decorrência dos produtos usados nas brincadeiras praticadas pelos veteranos e porque esse tipo de trote é proibido na universidade.

A aplicação da penalidade foi feita ontem e os alunos estão sendo notificados a partir desta terça-feira. Um deles será desligado da universidade, o que implica em não poder mais se matricular em nenhum curso ou atividade da instituição, e outros 22 envolvidos serão penalizados com advertência e suspensão de 10 dias a contar a partir de 17 de abril.

De acordo com o diretor de Graduação do Campus de Joaçaba, Ricardo Marcelo de Menezes, nos dias seguintes ao fato uma comissão foi nomeada para ouvir os alunos envolvidos no trote, tanto os autores, quanto os que foram alvo do mesmo. A partir das informações levantadas, foi instruído um processo administrativo e este encaminhado à Procuradoria Jurídica da Universidade.

A Procuradoria notificou as pessoas arroladas no processo para que se manifestassem em relação ao que foi levantado. O prazo para essas manifestações encerrou na semana passada sem que nenhum acadêmico tivesse se manifestado. A Procuradoria então emitiu um parecer à Reitoria da Universidade, sugerindo as penalidades aos alunos responsabilizados pelo trote.

Durante uma entrevista coletiva realizada nesta tarde, o diretor de Graduação reiterou que a universidade é contra e proíbe os trotes aplicados aos calouros. A única exceção nessa proibição diz respeito àqueles que se configuram como atividades educativas e beneficentes, tais como doação de sangue, de agasalhos, alimentos ou outros itens que beneficiam a comunidade ou instituições que precisam do apoio da sociedade.

Segundo ele, a universidade vai manter a postura já adotada para coibir os outros tipos de trote, orientando coordenadores de área e de cursos semestralmente quanto à proibição dos mesmos, para que isso seja repassado a todos os acadêmicos. “E esperamos que essa punição sirva como um alerta pedagógico aos nossos estudantes para que isso não se repita, pois toda vez que voltar a ocorrer nós iremos apurar a participação de cada um e punir de acordo com o regimento da universidade”, ressaltou o diretor.

Ainda segundo Menezes, após o encerramento do processo administrativo, os documentos reunidos serão encaminhados ao Ministério Público Federal, por requisição do próprio MPF, e à Delegacia de Polícia. A esta última serão enviados em função de que há dois boletins de ocorrência registrados em decorrência dos mesmos fatos e as vítimas têm um prazo para dar prosseguimento à queixa crime. Se isso ocorrer, o processo administrativo poderá ser usado como prova.

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