Unoesc comemorará o Dia Mundial da Água
O dia 22 de março é considerado o Dia Mundial da Água. A Unoesc, em parceria com a Gerência de Saúde da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), em São Miguel do Oeste, estará desenvolvendo diversas atividades, dentre elas demonstração com microscópios de bactérias que são encontradas nas águas contaminadas. O evento O evento tem por […]
Publicado em 04/03/2013
Por
O dia 22 de março é considerado o Dia Mundial da Água. A Unoesc, em parceria com a Gerência de Saúde da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), em São Miguel do Oeste, estará desenvolvendo diversas atividades, dentre elas demonstração com microscópios de bactérias que são encontradas nas águas contaminadas.
O evento
O evento tem por objetivo conscientizar a população sobre as doenças que a ingestão de água contaminada pode transmitir. Serão repassados materiais informativos sobre medidas preventivas e corretivas para evitar a contaminação das águas.
As atividades serão realizadas na área coberta da praça Walnir Bottaro Daniel, em São Miguel do Oeste, no dia 22 de março de 2013, das 8h30min às 17h.
Ainda, nos próximos dias será divulgado um histórico da contaminação microbiológica das águas da região do Extremo-Oeste de Santa Catarina. Tais dados são provenientes de pesquisas de diversos cursos e prestação de serviços que vem sendo realizada desde 2005 no Laboratório de Microbiologia da Unoesc São Miguel do Oeste.
Laboratório de Microbiologia
Atualmente, o Laboratório de Microbiologia presta serviços para a comunidade da região, por meio de análises de água e alimentos. As análises de água entregues ao laboratório são oriundas de poços particulares, condomínios, prefeituras, sindicatos, escolas, hospitais e outras entidades. O laboratório atende à região desde 2003, prestando esses serviços e realizando diversas pesquisas com orientações para a comunidade. As orientações repassadas à comunidade incluem os cuidados básicos com a água, como, por exemplo, limpeza da caixa de água, importância de beber água de qualidade e fatores de proteção para os mananciais hídricos.
Segundo a coordenadora do Laboratório de Microbiologia da Unoesc São Miguel do Oeste, professora Eliandra Mirlei Rossi, dentre os principais fatores responsáveis pela baixa qualidade da água, destacam-se a disposição inadequada de resíduos sólidos e esgotos urbanos, industriais e domésticos, a utilização de poços velhos inadequadamente vedados, localizados próximos de fontes de contaminação, como fossas e criadouros de animais.
De acordo com a professora, outro fator que também contribui para o aumento da contaminação das águas é a falta de proteção encontrada próximo aos mananciais, o que evidencia a necessidade de um trabalho de orientação para os consumidores, com o objetivo de manter sua qualidade microbiológica.
– Essas águas contaminadas, quando utilizadas para consumo humano, podem ser uma importante via de transmissão de várias doenças, como diarreias, hepatite A, cólera, salmonelose, amebíase e outras, o que torna de fundamental importância a avaliação da sua qualidade – disse a coordenadora.
Conscientização
Conforme a professora Eliandra, é importante a realização de trabalhos com a população, para que possa haver uma conscientização sobre os riscos que a água contaminada pode trazer à saúde humana e também animal. Acredita-se que ações associadas à adoção de medidas preventivas, visando à preservação das fontes de água e o tratamento das águas já comprometidas, aliadas às técnicas de tratamento de dejetos, são as ferramentas necessárias para diminuir ao máximo o risco de ocorrência de doenças de veiculação hídrica, bem como a contaminação das águas de consumo humano.
– É necessário que a própria população fique atenta aos cuidados básicos para manter a qualidade da água, como, por exemplo, efetuar a limpeza periódica das caixas de água e filtros, evitar a construção de poços em pontos baixos do terreno e próximos a fossas, realizar uma análise de água no mínimo a cada seis meses, manter os fatores de proteção – como tampa, mata ciliar próximo ao poço, cujo local deve ser cercado, impedindo a entrada de pessoas alheias, animais ou quaisquer poluentes – ressalta a professora.
Assim, a partir de ações conjuntas, entre o poder público e a população, poderemos melhorar a qualidade da água, bem como evitar a transmissão de doenças de veiculação hídrica e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população dessa região.