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Graduação Palestra Joaçaba

UNITI tem palestra sobre doação de órgãos e tecidos.

Na tarde da última quarta-feira (18), aproximadamente 200 pessoas (cinco turmas) da Universidade da Terceira Idade (UNITI) da Unoesc Joaçaba puderam assistir à palestra sobre o processo de doação de órgãos e tecidos. O evento aconteceu no Auditório Jurídico e contou com a presença das enfermeiras do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) Manuela de Quadros e Eliciane Rebetchuk, […]


Na tarde da última quarta-feira (18), aproximadamente 200 pessoas (cinco turmas) da Universidade da Terceira Idade (UNITI) da Unoesc Joaçaba puderam assistir à palestra sobre o processo de doação de órgãos e tecidos. O evento aconteceu no Auditório Jurídico e contou com a presença das enfermeiras do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) Manuela de Quadros e Eliciane Rebetchuk, responsáveis por explicar sobre o tema para os ouvintes.

— Dentro do HUST temos uma equipe que é a Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) formada por cinco enfermeiras, por uma psicóloga, uma assistente social e por um médico.  A coordenadora da equipe da CHT é a enfermeira Mayara Martina Chiamulera e o coordenador médico o doutor João Rogério Nunes Filho. A equipe identifica os casos, fazendo a busca ativa diária no hospital, nos locais críticos – emergência e UTI – dos pacientes com provável morte encefálica — explica Manuela.

 Depois disso, a equipe alimenta um sistema, que tem contato direto para a central de transplantes. 

— Quando tem um potencial doador, a gente começa a abrir um protocolo, onde são feitos exames clínicos em duas etapas. Vencida esta fase, agenda-se uma conversa com a família, com o médico e no mínimo duas pessoas que fazem parte da comissão para explicar à família sobre a morte do paciente. Depois é que se fala sobre a doação. Nunca de forma impositiva. É um direito da família doar ou não — completa Eliciane.

As enfermeiras falam também sobre a importância de as pessoas deixarem claro para as suas famílias se têm a intenção de ser doador de órgãos. Hoje não precisando mais estar escrito na carteira de motorista ou na identidade. A comunicação é feita diretamente com a família.

Por coincidência, entre os alunos da UNITI há um transplantado, o Seu Zico, como é conhecido Alzerino Leire do Prado. Ele contou aos colegas como foi o processo.

– Eu sou um transplantado de pulmão há 3 anos e 4 meses. E desde que voltei de Porto Alegre com a minha saúde melhor tenho falado sobre a vida de um transplantado. Tem a superação emocional, profissional, psicológica. Muda 100% a maneira da pessoa ver a vida. A dúvida e o medo sempre existem, por isso o ideal é buscarmos sempre informações – diz.

*Com Informações de Fernanda Mingori, Rádio Unoesc

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