Uma noite na Arábia
– Os árabes gostam do Brasil, pois o povo daqui é muito receptivo e acolhedor. Quando um brasileiro vai à Arábia eles querem retribuir. Assim, ser brasileiro já é um ponto positivo na hora de fazer negócios com os árabes – enfatizou a libanesa Dalali Darwiche, que ministrou palestra no Jantar das Nações, com […]
Publicado em 19/10/2012
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– Os árabes gostam do Brasil, pois o povo daqui é muito receptivo e acolhedor. Quando um brasileiro vai à Arábia eles querem retribuir. Assim, ser brasileiro já é um ponto positivo na hora de fazer negócios com os árabes – enfatizou a libanesa Dalali Darwiche, que ministrou palestra no Jantar das Nações, com tema árabe, nesta semana em Chapecó. O evento foi promovido pelo Curso de Comércio Exterior da Unidade de Chapecó e pelo Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).
Dalali é formada em Comércio Exterior e pós-graduada em Negócios Internacionais. Recentemente, ela fez um curso voltado a business – negociação em Oxford, Inglaterra para aperfeiçoamento na área comercial internacional. Atualmente, é gerente da empresa SIILHalal Serviço de Inspeção Islâmica, no qual atua na função administrativa e como trader, intermediando negociações dos clientes árabes com as empresas brasileiras.
O mundo árabe, como é chamado, é formado por 22 países e conta com uma população de 324,3 milhões de pessoas. Sobre as possibilidades de negócio, Dalali citou alguns produtos que têm boa aceitação por aquele povo, que são a linha de autopeças, bebidas não-alcoólicas, cosméticos, equipamentos médicos, eletrodomésticos, artigos de moda, entre outros. Um fator positivo da negociação é que os países são livres de protecionismo e altamente competitivos.
– Uma característica que o mundo já conhece é que eles pedem desconto na hora de fechar um negócio, por isso é sempre bom ter uma margem para negociar – observa.
Sobre os costumes, Dalali lembrou que os árabes não gostam de ser controlados pelo tempo, respeitam hierarquia e prezam pela coletividade.
– Um assunto bem-vindo para começar uma conversa com um árabe é o futebol – afirma
A coordenadora do curso de Comércio Exterior e secretária do Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional da ACIC, Inocencia Boita Dalbosco, explica que a atividade, coordenada por professores e acadêmicos, teve como objetivo proporcionar aos alunos e empresários momentos de integração cultural e lazer.
– Estamos muito felizes com o resultado. Tivemos casa cheia no primeiro jantar das nações. Isso nos motiva a continuar com este projeto – comemora.
O grupo de dança, coordenado pela professora Micheli Born Flach, da Ballare Escola de Dança de Chapecó, fez uma apresentação de dança do ventre.