Tese avalia impactos do pagamento pela qualidade do leite
No dia 11 de maio, um professor do Curso de Agronomia e do Mestrado em Administração da Unoesc, este último em fase de implantação, defendeu sua tese de Doutorado em Agronegócios. César Augustus Winck realizou o curso, que é o único Programa de Doutorado em Agronegócios do País, no Centro de Estudos e Pesquisas em […]
Publicado em 24/05/2012
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No dia 11 de maio, um professor do Curso de Agronomia e do Mestrado em Administração da Unoesc, este último em fase de implantação, defendeu sua tese de Doutorado em Agronegócios. César Augustus Winck realizou o curso, que é o único Programa de Doutorado em Agronegócios do País, no Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios (CEPAN), órgão este vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A tese do professor tem como título “Impactos do pagamento pela qualidade na cadeia produtiva do leite na região Oeste de Santa Catarina.” É resultado de uma pesquisa realizada entre dezembro de 2011 e março de 2012, que tinha como objetivo compreender como se dá o pagamento pela qualidade do leite após a implantação das Instruções Normativas 51/2002 e 62/2011do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Segundo o professor, essas instruções estabelecem padrões para o leite cru recolhido no Brasil, traçando um perfil mínimo exigido para que esse alimento coletado nas propriedades cheguem nos laticínios dentro de um padrão aceitável de qualidade para a industrialização.
Winck desenvolveu o estudo em duas cooperativas de leite da região Oeste de Santa Catarina, cujos nomes não podem ser revelados devido a critérios da pesquisa. Foram entrevistados 133 produtores de leite e dirigentes dos laticínios envolvidos na pesquisa
A banca examinadora foi composta pelos professores doutores Augusto Fischer, da Unoesc; João Armando Dessimon Machado (orientador), Verônica Schmidt e Leonardo Xavier da Silva e Júlio Otávio Jardim Barcellos, sendo estes últimos da UFRGS. Com exceção de Júlio, os demais aparece na foto abaixo junto com o professor Winck (ao centro).
Qualidade do leite no Brasil
O Professor, agora doutor, explica que a IN 51 e IN 62 são Instruções Normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que estabelecem padrões para o leite cru recolhido no Brasil, traçando um perfil mínimo exigido para que o leite coletado nas propriedades chegue aos laticínios dentro de um padrão aceitável de qualidade para a industrialização.
– Estes padrões são a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). A CCS é um indicativo de saúde da glândula mamária das vacas, principalmente em relação à mastite, e a CBT é indicativo de higiene da ordenha e das instalações e equipamentos envolvidos na extração do leite dos animais – relata.
A respeito do pagamento pela qualidade do leite, Winck explica:
– O pagamento por qualidade do leite no Brasil ainda é um processo muito recente e apenas algumas empresas adotam este aspecto para remunerar o produtor. A IN 51 e 62 não contemplam o pagamento por qualidade, mas os laticínios que estão remunerando por qualidade acabam por utilizar os padrões das normativas como metas a serem cumpridas pelos produtores.