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Graduação Mestrado Chapecó

Sustentabilidade não é utopia

Os alunos do Mestrado Profissional em Administração da Unoesc participaram no fim do mês de abril de uma palestra, via web conferência, com o presidente da Coopermiti de São Paulo, Alex Luis Pereira. A Coopermiti é uma cooperativa sem fins lucrativos, central de triagem de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico, lixo tecnológico ou e-lixo) e pioneira […]


Os alunos do Mestrado Profissional em Administração da Unoesc participaram no fim do mês de abril de uma palestra, via web conferência, com o presidente da Coopermiti de São Paulo, Alex Luis Pereira. A Coopermiti é uma cooperativa sem fins lucrativos, central de triagem de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico, lixo tecnológico ou e-lixo) e pioneira neste segmento no Brasil. É conveniada com a Prefeitura Municipal de São Paulo e conta com um Sistema Integrado de Gestão da Qualidade e Meio Ambiente Certificado ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004, além de desenvolver e operar soluções para o desfazimento do lixo eletroeletrônico (computadores, CPUs, impressoras, rádios, celulares, televisões, microondas, eletrodomésticos, entre outros), utilizando-se desse processo para realizar um trabalho de inclusão social, inclusão digital, capacitação, educação ambiental e cultural.

As atividades da Coopermiti iniciaram em 2010 na Central de Triagem, locada pela Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), em um galpão de aproximadamente dois mil metros quadrados. São processados, aproximadamente, 40 toneladas por mês de resíduos. O objetivo da palestra foi conhecer a sistemática de trabalho e conhecer a forma como a cooperativa desenvolve a responsabilidade social, gestão social e comprometimento com os recursos naturais e a geração de renda para pessoas com baixo grau de escolaridade. O presidente da Coopermiti evidenciou que uma das principais preocupações dele, enquanto gestor, é valorizar o ser humano. A cooperativa ajuda as pessoas, mas exige algo de contrapartida, para que o auxílio seja valorizado.

Os mestrandos também acompanharam palestra com a diretora de sustentabilidade da empresa Celulose Irani, Mariana Carlesso. O objetivo da palestra foi conhecer as ações de sustentabilidade que são desenvolvidas pela Celulose Irani e como é elaborado o relatório de sustentabilidade baseado nas diretrizes GRI (dificuldades encontradas para fazê-lo já que a lista de indicadores GRI é extensa e detalhada). Além disso, foi possível perceber quais são os maiores desafios que a empresa viveu quando iniciou a implantação da estratégia de sustentabilidade, como foi a aceitação dos colaboradores e quais as perspectivas relacionadas a sustentabilidade que a Irani possui. A empresa já desenvolve relatórios de sustentabilidade desde 2006 e possui compromisso com a sustentabilidade, pois entende que toda organização gera impactos e tem que se preocupar em mitigar esses impactos.

Por isso, dissemina entre os colaboradores e públicos de interesse atitudes cotidianas e inovadoras para construção de uma empresa comprometida com a sustentabilidade, buscando elevar padrões de governança pautado na transparência e ética. Por desenvolver a produção de papel e celulose, a Irani precisa atender certificações florestais e estar atenta ao comportamento do mercado e às exigências dos públicos com os quais interage. Por isso, procura desenvolver painéis de stakeholders, para promover o diálogo, inputs para o planejamento estratégico e levantar temas materiais para a gestão da companhia e para nortear o conteúdo do próximo relatório de sustentabilidade.

Para finalizar, Mariana frisou que no relatório de sustentabilidade a empresa precisa publicar os indicadores que estão incorporados à gestão, para os quais existem metas e ações definidas. O relatório precisa ser um instrumento para a realização da gestão.

Conforme a professora da disciplina, Simone Sehnem, são esses exemplos práticos que permitem mostrar aos alunos que a sustentabilidade não é uma utopia.

– As organizações que estão dispostas a se comprometer, que quiserem ser ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis, criam um equilíbrio e sinergia, que as tornam mais competitivas no mercado. Esse sistema de gestão traz resultados duradouros e impacta positivamente no desempenho econômico no longo prazo – completou.

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