Página inicial O que acontece Seminário Paralímpico aproxima estudantes da Unoesc de modalidades esportivas inclusivas
Graduação São Miguel do Oeste

Seminário Paralímpico aproxima estudantes da Unoesc de modalidades esportivas inclusivas


O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Centro de Referência Paralímpico de Maravilha (CRP Maravilha), em parceria com o curso de Educação Física da Unoesc São Miguel do Oeste, promoveram o 1º Seminário Paralímpico com foco nas modalidades de bocha e atletismo. A programação reuniu estudantes dos cursos de Licenciatura e Bacharelado, egressos e profissionais da área, para ampliar conhecimentos e discutir práticas esportivas mais acessíveis e inclusivas para pessoas com deficiência.

Para a coordenadora do curso de Educação Física, professora Sandra Fachineto, a atividade contribui para a formação dos estudantes e para a atualização dos profissionais que já atuam na área. O contato com as modalidades, os materiais adaptados e as estratégias de inclusão também ampliam as possibilidades de atuação profissional.

— Essa experiência contribui para a formação dos nossos estudantes e também para a atualização dos nossos egressos, ampliando seus conhecimentos e perspectivas de atuação em diferentes contextos, como o esporte paralímpico, a iniciação esportiva e os projetos de inclusão. Além disso, reforça o papel do profissional de Educação Física na construção de práticas acessíveis, que respeitem as diferenças e garantam oportunidades de participação a todas as pessoas — destaca Sandra.

A abertura do evento contou com a participação do supervisor do CRP Maravilha, professor Douglas Lago, que apresentou o Centro de Referência, polo oficial do CPB, voltado ao desenvolvimento do esporte paralímpico na região Oeste de Santa Catarina. Também participou o ex-atleta paralímpico e atual coordenador da plataforma de Educação Paralímpica do CPB, Davi Farias Costa. Com deficiência visual de nascença, decorrente de glaucoma e cegueira congênita, Davi teve destaque no futebol de cinco, modalidade praticada por atletas com deficiência visual.

Douglas Lago avaliou positivamente a realização do seminário e ressaltou que os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre as modalidades paralímpicas e poderão levar os aprendizados para as escolas em que atuam. Segundo ele, essa troca de conhecimentos também contribui para fortalecer o Centro de Referência.

O seminário também contou com a participação de atletas com deficiência que integram o Centro de Referência Paralímpico de São Miguel do Oeste. O professor Rodrigo Canfora conduziu a capacitação sobre bocha paralímpica. Durante a atividade, apresentou as classificações funcionais e os materiais oficiais e adaptados, utilizados na modalidade como bolas, calhas e marcadores. Os participantes também tiveram a oportunidade de vivenciar a prática do esporte.

Já a professora Laís Cavalcanti trabalhou o atletismo paralímpico, com demonstrações de materiais adaptados para atletas com paralisia cerebral e deficiência intelectual, entre outras condições. Ela também apresentou como funciona a guiagem de atletas com deficiência visual, durante as provas, e explicou a relação entre as classificações funcionais e as competições. A atividade incluiu vivências práticas de diferentes provas do atletismo.

Para o estudante Anderson Ulrich de Almeida, do curso de Educação Física, na modalidade bacharelado, participar do seminário foi uma experiência significativa para sua formação.

— Pude conhecer melhor diferentes modalidades e perceber a dedicação, a superação e a determinação dos atletas. O seminário também me fez refletir sobre a importância da inclusão e do respeito às diferenças, contribuindo para minha formação como futuro profissional de Educação Física — relata Anderson.

A estudante Larissa Puff Sornberger, do curso de Educação Física, na modalidade licenciatura, também destacou a importância de vivenciar as modalidades e conhecer as possibilidades de inclusão no ambiente escolar.

— Foi um momento que ampliou meus conhecimentos e me fez perceber e entender a importância da inclusão e da acessibilidade dentro da Educação Física. Com certeza, foi uma experiência que vai contribuir muito para a minha futura atuação como professora na escola — afirma Larissa.

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