Página inicial O que acontece Seleção para bolsas da Lei 14876/09 será em fevereiro
Graduação Joaçaba

Seleção para bolsas da Lei 14876/09 será em fevereiro

Será realizado no final de fevereiro o processo seletivo para a escolha dos alunos que serão contemplados pelas bolsas de estudo criadas pela Lei 14876/09. Haverá pelo menos uma vaga em cada curso de graduação oferecido pela Unoesc, assim como nas demais universidades comunitárias de Santa Catarina, conforme previsto pela lei já citada. A seleção […]


Será realizado no final de fevereiro o processo seletivo para a escolha dos alunos que serão contemplados pelas bolsas de estudo criadas pela Lei 14876/09. Haverá pelo menos uma vaga em cada curso de graduação oferecido pela Unoesc, assim como nas demais universidades comunitárias de Santa Catarina, conforme previsto pela lei já citada.

A seleção será feita com base nas condições financeiras dos candidatos, de modo que a classificação se dará a partir do mais necessitado ou carente. Quando for aberto o processo de seleção serão divulgados os detalhes referentes à inscrição para concorrer às vagas abertas.

De acordo com a Lei 14876/09, as bolsas contemplarão os estudantes que têm renda familiar per capita igual ou inferior a R$ 250,00. As demais exigências são semelhantes às feitas pelo Prouni e pelo Artigo 170.

“Estamos dando oportunidade àquelas pessoas que acham que não podem estudar para que elas tenham condições de ingressar na universidade”, diz o reitor da Unoesc, Aristides Cimadon. Segundo ele, até a abertura do processo seletivo, poderá ocorrer o aumento do limite de renda per capta dos candidatos, que pode ser estendido para até um salário mínimo.

Cerca de 7 mil estudantes serão beneficiados

A Lei Estadual 14876/09 foi sancionada no dia 15 de outubro do ano passado, pelo próprio autor, deputado Jorginho Mello, que nesse dia respondia como governador em exercício. Ela autoriza o Estado a destinar 0,3% do Fundo Social para aquisição de vagas remanescentes nos cursos superiores das universidades catarinenses.

O reitor da Unoesc, Aristides Cimadon, auxiliou na elaboração do projeto de lei que lhe deu origem. Segundo ele, a previsão de investimento anual por parte do Estado vai de R$ 12 a R$ 15 milhões, o que beneficiará cerca de 7 mil estudantes.

Ainda no final do ano passado, foi apresentado na Assembleia um projeto de lei que prevê mudanças na distribuição desses recursos, o qual propunha que ao invés de as universidades públicas comunitárias ficarem com 90% das bolsas e as privadas 10%, a divisão fosse proporcional ao número de alunos desses dois tipos de instituições.

Tanto dirigentes, quanto professores, funcionários e alunos das instituições comunitárias se mobilizaram em todo o estado, solicitando a manutenção dos percentuais previstos na Lei. O entendimento dessas pessoas é de que enquanto as instituições comunitárias aplicam seus recursos na sua própria manutenção e crescimento e em projetos que visam o desenvolvimento comunitário regional, as privadas têm por objetivo a obtenção de lucro que, em última instância, beneficia os seus proprietários.

Com as mobilizações políticas e da comunidade universitária, as discussões acerca do projeto de lei foram adiadas. “Houve uma mobilização muito grande dos estudantes de universidades comunitárias de Santa Catarina e acredito que isso deve continuar, uma vez que o dinheiro é público e se é assim deve ser aplicado em instituições públicas, que é o caso das universidades comunitárias como a Unoesc, e não em instituições privadas, que têm finalidade lucrativa para seus donos”, afirma Cimadon.

Receba as novidades da Unoesc

Usaremos seus dados para entrar em contato com você sobre informações correlacionadas que podem ser de seu interesse. Você pode cancelar o envio da divulgação, a qualquer momento. Para mais detalhes, leia nossa política de privacidade.