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Graduação Joaçaba

Salão de Ciência e Tecnologia atrai alunos de toda região

Trabalhos que se destacaram foram premiados com dois computadores O I Salão de Ciência e Tecnologia realizado pela Unoesc de forma paralela ao XV Seminário de Iniciação Cientifica e ao II Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão foi visitado por estudantes de cerca de 30 escolas da região de Joaçaba durante o dia e […]


Trabalhos que se destacaram foram premiados com dois computadores

O I Salão de Ciência e Tecnologia realizado pela Unoesc de forma paralela ao XV Seminário de Iniciação Cientifica e ao II Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão foi visitado por estudantes de cerca de 30 escolas da região de Joaçaba durante o dia e a noite da última quinta-feira.

O Salão foi organizado no Centro de Eventos da Unoesc, Campus de Joaçaba, onde os visitantes podiam obter conhecimento sobre que trabalhos estavam sendo apresentados nos seminários, conhecer alguns cursos e projetos da universidade e também trabalhos desenvolvidos por estudantes da Unoesc, de escolas de Ensino Médio dos municípios próximos a Joaçaba e do Senai Luzerna.

Foram apresentados 16 trabalhos, a maioria nas áreas de informática, eletrônica e mecânica, já que o foco dos três eventos era voltado para tecnologia e inovação. Ao final do Salão, foram premiados dois trabalhos eleitos por uma comissão de professores como destaques da exposição.

Os vencedores, que levaram para casa um computador, foram “Fome: problema social”, desenvolvido por estudantes do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Básica Celso Ramos, de Joaçaba, e “Web Remote Control Car – WRCC”, desenvolvido por estudantes da 2ª fase do curso técnico em Informática do Senai de Luzerna.

O primeiro é um estudo que traz dados sobre a fome no mundo, desenvolvido como atividade da disciplina de Geografia com o auxílio da professora Salete Pastori. Os estudantes Bruna Fabro e Welinton Zausa apresentaram informações que buscavam sensibilizar as pessoas sobre a gravidade do problema, as suas causas e os recursos necessários para resolvê-lo, bem como as estimativas de agravamento no futuro.

Segundo apresentado, 925 milhões de pessoas passam fome no mundo. Esse número em 2006 era de 635 milhões e vem aumentando significativamente a cada ano, ao ponto de estudos estimarem que em 2011 vai chegar a 1,3 bilhão de pessoas.

Os alunos explicaram que muitos acreditam que isso ocorre porque não é possível produzir alimentos suficientes para a população do planeta, mas dados de países como a China e a Bolívia podem demonstrar que essa hipótese não é verdadeira: enquanto o primeiro é o país mais populoso do mundo e consegue suprir a demanda de alimentos da sua população, o segundo trata-se de um país de menor densidade demográfica, mas aproximadamente 50% da sua população passa fome.

Ainda de acordo com o trabalho apresentado, o grande problema é a falta de investimentos suficientes para a produção de alimentos para toda a população, já que seriam necessários R$ 13 bilhões anuais para isso. Os alunos comparam esse valor ao aplicado pelos Estados Unidos em conflitos armados, que chega ao mesmo patamar, mas mensalmente.

O outro projeto premiado buscava divulgar um tipo de software de comando a distância, através da internet, que futuramente será usado tanto no ambiente profissional como doméstico, mas que ainda é desconhecido pela maioria das pessoas. Os alunos apresentaram um programa desenvolvido pela própria equipe que cria os comandos para que a máquina realize os movimentos desejados, demonstrando isso através de um carrinho de brinquedo ligado a um computador.

“É um programa semelhante ao utilizado nas cirurgias que são realizadas através de computadores, mas nossa intenção é mostrar que esses softwares podem ter inúmeras aplicações e que futuramente serão comuns no nosso dia-a-dia”, diz Gustavo Hugen. Além dele, integram a equipe que desenvolveu o programa Tiago Knevels, Lucas Antunes, Lucas Pratos, Marina Padilha e Bruno Padilha.

Outro trabalho apresentado que não foi premiado mas também chamava atenção pela sua aplicabilidade na indústria é um estudo tecnológico de reciclagem da sobra do alumínio. Trata-se do desenvolvimento de um compactador que transforma fragmentos de alumínio, chamados de cavaco, em pequenos blocos que podem ser completamente reaproveitados, já que em forma de cavaco uma parte significativa do material é perdida no processo de reciclagem.

O trabalho foi desenvolvido dentro do Programa Integrador do Senai, em que as empresas apresentam suas dificuldades e os estudantes buscam soluções. Segundo os alunos que apresentaram o projeto, a venda do alumínio em pequenos fragmentos causa prejuízo às empresas: o quilograma do alumínio solto em fragmentos é vendido a R$ 2,10, enquanto o quilograma do mesmo material compactado pode ser vendido a R$ 3,80.

Esse trabalho foi apresentado pelos estudantes Gilberto Warken, Alexandre Paggi e Júlio César Trevisan, do curso superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica do Senai de Luzerna.

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