Robô desenvolvido pela Unoesc conquista terceiro lugar em competição nacional
Alunos e professores de Engenharia Elétrica de Joaçaba conseguem bom resultado em primeira participação Em sua primeira participação em competições nacionais de robôs, a equipe Cochabamba, composta por professores e acadêmicos de Engenharia Elétrica da Unoesc, Campus de Joaçaba, conquistou o terceiro lugar na categoria sumô 3Kg no Winter Challenger, realizado nos dias 25 e […]
Publicado em 28/07/2009
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Alunos e professores de Engenharia Elétrica de Joaçaba conseguem bom resultado em primeira participação
Em sua primeira participação em competições nacionais de robôs, a equipe Cochabamba, composta por professores e acadêmicos de Engenharia Elétrica da Unoesc, Campus de Joaçaba, conquistou o terceiro lugar na categoria sumô 3Kg no Winter Challenger, realizado nos dias 25 e 26 de julho, na cidade de Amparo, em São Paulo. O evento, um dos principais do gênero, reuniu equipes de universidades de todo o país. O resultado foi bastante comemorado pelos professores coordenadores do projeto, Cesar Torrico e Mauro André Pagliosa, e pelos estudantes Jessé de Pelegrin, Renato Scortegagna e Diego Batiston. “Não esperávamos esta classificação, já que foi a primeira vez que participamos de um evento deste gênero. Este resultado nos motiva a conseguir desempenhos ainda melhores daqui em diante”, conta Torrico.
As competições de robô contam com um extenso calendário ao longo do ano e são divididas em três principais modalidades. Na modalidade combate, dois robôs duelam em uma arena fechada por paredes de concreto e teto de acrílico. Guiados por controle remoto, o objetivo dos robôs é a destruição total do oponente. A disputa de sumô consiste em fazer o adversário sair por duas vezes de uma arena de 1,55m de diâmetro. Já na modalidade hóquei, equipes de três robôs disputam uma partida similar a este esporte, com o uso de controles remotos. O professor Mauro Pagliosa explica que a modalidade sumô é a que envolve a maior tecnologia, já que os robôs não são controlados por humanos. “Muitos concorrentes ficaram admirados com a nossa disposição, já que os robôs por controle são mais simples de se construir. Não é todo dia que surge uma equipe que faz sua estreia logo na disputa de robôs autônomos”, afirma.
O projeto começou há um ano e meio e é financiado por bolsas de pesquisa da Unoesc e do CNPQ. Um primeiro robô ficou pronto há um ano e, em seguida, o projeto foi reformulado até que chegasse no modelo atual, batizado de Cochabamba, em homenagem à cidade boliviana onde nasceu o professor Torrico. “A primeira engenhoca era mais simples, feita de madeira. Já o Cochabamba é mais resistente aos impactos, sendo todo construído de alumínio. Usamos muitas peças reaproveitadas, e esse foi o nosso diferencial. Algumas universidades, do Rio de Janeiro e do Amazonas, chegam a importar peças para construir seus robôs”, relata o professor Pagliosa.
Segundo Torrico, as competições de robótica servem para testar várias aplicações tecnológicas que são utilizadas na vida cotidiana: “Toda parte lógica dos robôs que testamos é aproveitada para a fabricação de eletrodomésticos”. Os professores também apontam que os robôs de competição servem para testar técnicas de automatização que podem ser aplicadas em máquinas industriais. “Além disso, testamos formas de obter a maior potência, com uso otimizado de energia elétrica, dentro do conceito que chamamos de eficiência energética”, explica Pagliosa.
O próximo desafio para a equipe Cochabamba é o Eneca (Encontro Nacional de Engenharia de Controle e Automação), que será em outubro, em Joinville. O robô já está sendo aperfeiçoado, para repetir o bom desempenho e, quem sabe, chegar ao ponto mais alto do pódio. “Agora queremos ser campeões. Depois, a gente parte para a categoria combate”, diz o confiante aluno Jessé de Pelegrin.